Europa mantém subsídios agrícolas
O agronegócio brasileiro, principalmente a ponta da produção, vai ter que conviver com a desigualdade de tratamento tributário sobre volume exportado e importação de insumos. A redução e tampouco a retirada do subsídio agrícola dos países europeus nunca passou de um sonho. E os governantes brasileiros - que se recusam a dar igual tratamento à produção nacional - vão continuar gritando em vão durante eventos mundiais. Sabem que seus protestos são inúteis mas vão continuar com essa demagogia.
O Brasil que trate de estruturar melhor sua política de produção e abastecimento pois a concorrência predatória vai continuar. Aliás é descabido chamá-la de predatória quando a prática é centenária e comum a todos os países, inclusive os EUA. O Brasil que pare de punir seus produtores com cargas tributárias porque do outro lado do mundo não vai encontrar lealdade do mercado. Isso é utopia.
Os motivos? Bem, ainda ontem, conforme a repórter Ana Conceição, da AE, houve uma decisão que, de tão óbvia, não devia assustar o Brasil. Seguinte, a Comissão Europeia divulgou suas propostas para a reforma da Política Agrícola Comum (PAC) da União Europeia (UE) e deixou claro que, mesmo em tempos de austeridade fiscal, não prevê redução dos subsídios agrícolas concedidos aos produtores do bloco, que oscila entre 55 bilhões e 60 bilhões de euros (US$ 74,8 bilhões a US$ 81,6 bilhões).
Um item do acordo coloca as questões ambientais no centro da discussão e redistribui os gastos com o setor agrário entre os 27 países do bloco.
A reforma do sistema de pagamento de subsídios tem sido muito debatida pelos integrantes da UE, cujas finanças foram fortemente abaladas pela crise dos últimos dois anos. A redução dos subsídios tem sido uma prioridade para países como o Reino Unido, que querem redirecionar esse dinheiro para a criação de empregos e para o estímulo a outros setores da economia. Mas este é apenas o primeiro estágio do processo que, por último, necessitará da aprovação do Parlamento Europeu sempre muito proudente nessa questão e muito defensor dos subsídios.





