Estudo revela que médicos e enfermeiros sofrem agressões
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quinta-feira, 24 de outubro de 2002
Agência Estado 
Genebra - Um estudo divulgado hoje pela Organização Internacional do Trabalho(OIT) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que 46,7% dos profissionais que trabalham em hospitais e centros de saúde no Brasil já foram vítimas de violência física ou verbal dentro do próprio local de trabalho, um índice considerado alto pelos pesquisadores.
O tema vem chamando a atenção das organizações internacionais, que pedem que o governo tome medidas para proteger médicos e enfermeiros, principalmente nas regiões mais pobres. As entidades ainda defendem que haja investigação e punição sempre que possível dos responsáveis pela violência, que na maioria das vezes são os pacientes e seus familiares.
Segundo o estudo, 23% dos médicos entrevistados pelos pesquisadores em São Paulo declararam que já foram vítimas de violência. Entre enfermeiros, 62% das entrevistados disseram já ter sofrido algum tipo de violência. A média de violência é maior, segundo o estudo, nos hospitais da periferia de São Paulo, onde os índices de criminalidade também são mais elevados. A diferença entre os hospitais públicos e privados também é acentuado.
No Rio de Janeiro, o estudo mostra que as principais razões para a violência contra os agentes de saúde são os atrasos no atendimento médico, suposta negligência médica e a invasão de gangues armadas nas áreas de emergência dos hospitais. Apesar da violência física ser um problema grave, a maioria dos agentes de saúde afirma que a violência diária que sofrem é psicológica.


