Estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) fretaram quatro ônibus e enviaram cerca de 180 representantes da cidade e região para o 3º Fórum Social Mundial (FSM). Na programação da Rádio Universidade FM, boletins diários foram transmitidos direto de Porto Alegre (RS).
A primeira ''atividade'' dos acadêmicos foi realizada antes de chegar à capital gaúcha. Durante a noite do dia 21, um protesto pacífico bloqueou a pista e os guichês de uma das praças de pedágio da BR-277. Sob os gritos de ''Pedágio é roubo'', eles pagaram a tarifa com moedas de um centavo.
A maioria dos universitários ficou no Acampamento da Juventude, que reuniu cerca de 30 mil pessoas. Um dos estudantes que se destacaram no evento foi o índio caingangue, Ivan Bridi Bridi Rodrigues, 27, aluno do 2º ano de direito da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Ele representou a comunidade da Reserva do Apucaraninha (em Londrina) e integrou o grupo que pretende criar uma entidade composta por profissionais indígenas que ajudará no desenvolvimento das aldeias. ''Sei que podemos nos organizar sem a ajuda direta do Governo ou da Funai. Estamos concentrando pessoas com conhecimento técnico e científico de todo o Brasil para colocar esta proposta em prática'', afirmou Rodrigues.
Para a jornalista Patrícia Zanin, que coordenou as transmissões ao vivo do FSM pela Rádio Universidade FM, a frustração de não poder acompanhar todos os acontecimentos do evento (1.710 atividades) foi compensada pela ''experiência rica'' de presenciar uma diversidade tão grande de temas. ''Fazer uma cobertura é um desafio enorme. Muitas vezes, as coisas boas estavam no micro e não no macro. Mais que os famosos, a maior riqueza de idéias estava nos anônimos'', avaliou Patrícia, que está utilizando parte das gravações durante o jornal da rádio, veiculado diariamente ao meio-dia.

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