Em Londrina, o exame do Enem também contou com a presença maciça dos estudantes. No Colégio Estadual Marcelino Champagnat em Londrina, vários candidatos resolveram as 63 questões objetivas da prova e desenvolveram uma redação sobre o tema ‘‘O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais de que o Brasil necessita?’’.
  Sibele Barbiere conta que quase desistiu de fazer o exame, ‘‘para os meus planos de agora não vai fazer efeito’’. Isso porque ela vai prestar vestibular para Relações Públicas na Universidade Estadual de Londrina, instituição que não utiliza o Enem em seu vestibular.
  Já Rosileia dos Santos é mais otimista e acredita que o exame possa ser útil, ‘‘talvez, no futuro, alguma faculdade possa reconhecer o Enem como vestibular, ou mais faculdades utilizem para contar pontos para o vestibular’’. Ela não achou a prova muito difícil mas afirma que precisa estudar muito, tanto que vai adiar para o próximo ano a tentativa de conseguir uma vaga para o curso de odontologia, ‘‘preciso me preparar melhor’’, disse.
  Para muitos estudantes, o Enem é visto como forma de adquirir ‘‘experiência’’. Robson Stein, que pretende cursar psicologia, declara: ‘‘é importante porque é um meio da gente ganhar experiêcia para o vestibular. A gente aprende a dominar o idioma e vê como as provas são aplicadas’’.

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