Toda tarde de quarta-feira a estudante de teologia Maria Aparecida da Silva, de 35 anos, tem consulta agendada na Clínica de Psicologia da Unifil - Centro Universitário Filadélfia. A estudante revela que não teria condições de pagar por um atendimento particular. Ao ser informada por uma colega de faculdade sobre o valor e o serviço prestado no local, decidiu se inscrever. ''Foi muito rápido. Consegui o atendimento semanal e pago só R$ 7,00 por mês'', comenta satisfeita.
A estudante diz que o curso de teologia vem sendo custeado por pessoas da igreja da qual ela participa em Cerqueira César (SP). ''A gente tem a disciplina de psicologia. Mas o curso mexe muito com questões ligadas à espiritualidade e à emoção e eu senti necessidade de fazer terapia'', revela Maria Aparecida, que chegou a se sentir deprimida. ''Mas nesse pouco tempo já senti uma melhora grande''.
A paciente lembra que pouco tempo atrás o atendimento em psicoterapia podia ser considerado ''um luxo''. Mas hoje, diz a estudante, o trabalho feito pelas clínicas das faculdades garante o acesso da população que estaria excluída desse tipo de serviço.
A coordenadora do Serviço de Psicologia da Unifil, Edelvais Keller, informa que a clínica existe desde 1979 quando fazia parte do Centro de Estudos Superiores de Londrina (Cesulon). Em 1973 foi criada a Unifil, que sete anos depois passou de faculdade a centro universitário.
Uma média semanal de 500 pessoas passam pela clínica que possui 12 salas para atendimento e outras seis para supervisão. Conforme Edelvais, entre a população adulta atendida 70% dos casos são ligados à depressão; entre crianças os problemas principais são de relacionamento com os pais e entre adolescentes predomina as dificuldades de relacionamento com namorados e orientação vocacional.

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