Estrutura da PCE custa R$ 14,6 mi ao governo
A Penitenciária Central do Estado (PCE), a maior do Paraná com cerca de 1,4 mil presos, precisou de investimentos e reformas em 2001 e 2002, por causa de três rebeliões. Canteiros de trabalho e salas de aula foram destruídos, alojamentos queimados, celas arrebentadas e paredes foram arrombadas. Os maiores estragos ocorreram em junho de 2000, quando os presos reivindicavam atendimento médico, psicológico e social, revisão do processo de 200 detentos, que já haviam cumprido pena, e punição de um agente de segurança por suposto abuso de autoridade. Em outubro, houve nova rebelião.
Em junho de 2001, facções criminosas lideraram novo movimento na PCE, com um saldo trágico: quatro pessoas morreram e duas ficaram feridas. O governo do Estado iniciou a reconstrução da unidade. As reformas iniciais custariam R$ 1,6 milhão aos cofres públicos. A reforma não ficou pronta até hoje, pois ainda falta instalar o circuito interno de televisão e a automatização dos portões.
as primeiras atividades dos canteiros de trabalho começaram neste mês. Segundo o coronel Sampaio Filho, diretor do Depen, foram ativados os setores de produtos de limpeza, esponja de aço e recuperação de móveis. A Polícia Militar continua dentro da unidade para garantir a segurança. Inicialmente a PCE foi construída para abrigar 900 detentos. ''Vamos agora fazer uma melhoria nas galerias para aumentar o número de presos atendidos no trabalho e no estudo'', disse Sampaio. A recuperação das galerias está em fase de orçamento. Anualmente, o Estado gasta R$ 14,6 milhões com a manutenção dos presos.
O juiz Carlos Hein, substituto na Corregedoria dos Presídios,diz que os canteiros de trabalho são fundamentais para a prevenção de rebeliões. ''Nós mesmos fizemos inúmeras solicitações para que ocorram os trabalhos. Até para ocupar a mente dos presos.''





