Estradas ruins desestimulam nova rota de carga do Paraná
Icaraíma - O complexo de pontes sobre o rio Paraná, em Porto Camargo, na divisa entre o Paraná e Mato Grosso do Sul completou um ano sem consolidar a região como corredor de transporte das safras do Centro-Oeste brasileiro para o Porto de Paranaguá. A ponte que liga o município de Icaraíma a Naviraí, (MS) tem quase 13 quilômetros de pontes e aterros e custou R$ 155 milhões. O tráfego de veículos nas rodovias da região de Icaraíma quase triplicou desde a inauguração da segunda maior ponte brasileira, mas ficou 60% abaixo do esperado.
A expectativa era de que aproximadamente dois mil veículos cruzassem diariamente a divisa através de Porto Camargo. De acordo com o Departamento de Estradas e Rodagem (DER), o movimento diário está em torno de 800 veículos. Para os comerciantes, lideranças políticas e motoristas de caminhão, o problema são as estradas ruins. As duas rodovias disponíveis para escoamento do tráfego até Umuarama, além de serem inadequadas para o tráfego pesado, estão mal-conservadas.
''Enquanto não sair o asfalto da Boiadeira, não vai mudar muita coisa'', diz o comerciante Jesus Mário Gonçalves de Oliveira, o Jurupita. Ele se refere à BR-487 que ligará Icaraíma a Campo Mourão e encurtará o caminho em mais 50 quilômetros. A obra começou a ser construída nos anos 80, mas até hoje avançou apenas 30 quilômetros entre Campo Mourão e Tuneiras do Oeste. Faltam cerca de 50 quilômetros até a ponte. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso prometeu asfaltar a Boiadeira até o final do mandato quando inaugurou a ponte, dia 14 de março do ano passado, mas as obras continuam paradas.
Por enquanto, os caminhões e carretas que entram no Paraná tem como opção seguir para Umuarama por Vila Alta ou Icaraíma. Como a PR-489 está completamente esburacada no trecho entre Xambrê e Umuarama, 90% dos camionheiros estão preferindo a outra rota. O Departamento Estadual de Estradas e Rodagem (DER) está fazendo uma operação tapa-buracos na PR-489. Por causa do tráfego pesado e das chuvas, as rodovias entre Icaraíma e Umuarama também estão ficando esburacadas e não há previsão de conserto.





