O estado geral das estradas brasileiras piorou no último ano, conforme apontou a Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada esta semana pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). A fatia de notas regular, ruim ou péssima para as vias foi de 37,2% em 2013 para 50,7% em 2014.
Por outro lado, o percentual de rodovias que cortam o Paraná em pista simples caiu de 86% em 2013 para 83,2% na última pesquisa. É um avanço tímido, mas foi significativo para colocar as estradas do Estado com qualidade acima da média nacional, ficando com o quarto melhor índice, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Alagoas.
As rodovias que não são consideradas ótimas ou boas, conforme a definição da CNT, são as que apresentam buracos, trincas, afundamentos e ondulações, entre outros problemas. Defeitos desse tipo podem causar acidentes e elevar os custos do transporte em até quase 40%.Como aconteceu nas edições anteriores, a pesquisa apontou que as rodovias concedidas ficaram melhor avaliadas.
Para a CNT, é preciso que o governo federal faça mais investimentos no transporte. Pela avaliação da confederação, a necessidade é de R$ 293,88 bilhões em investimentos somente para o modal rodoviário. Mas segundo a entidade, o valor público federal autorizado para as rodovias para 2014 foi de R$ 11,93 bilhões e até 30 de agosto, somente R$ 6,54 bilhões, ou 54,8%, haviam sido pagos.
No Brasil, o modal rodoviário é sinônimo de desenvolvimento e de integração. Por isso, investir na melhoria das rodovias brasileiras significa reduzir o número de acidentes e de vítimas e baixar os custos de transporte da produção agrícola e industrial. Quanto às questões ambientais, estradas de qualidade contribuem na economia de combustível e na diminuição da emissão de gás carbônico.

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