Os caminhoneiros do Paraná não pretendem bloquear o fluxo rodoviário durante a greve da categoria, prevista para começar à zero hora deste domingo em todo o Brasil. De acordo com Carlos Roberto Della Rosa, presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários de Londrina e região, a única recomendação é a que já foi amplamente divulgada: que os caminhoneiros deixem seus veículos em casa.
  ‘‘Estamos trabalhando conectados com Curitiba e as mesmas estratégias serão usadas em todo o estado. No Paraná, pelo menos, não vai haver bloqueio’’, garante Della Rosa. A Folha mostrou ontem que as principais concessionárias de rodovias do estado estavam temerosas quanto a um possível bloqueio das estradas, e já estavam protegidas judicialmente através de interditos proibitórios que garantiam o fluxo de veículos.
  O sindicalista destacou as quatro reivindicações principais que motivaram a paralisação: vale-pedágio para os caminhoneiros, redução de 30% no preço do combustível para transportadores rodoviários, planilha de custos por quilômetro rodado e mais segurança nas estradas. ‘‘No caso do vale-pedágio, existe a lei que não é cumprida pelas empresas’’, argumenta Della Rosa.
  Além disso, a greve nacional exige extinção dos modelos bi-trem, cumprimento da lei que atribui responsabilidade sobre a carga ao embarcador e redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para que cooperativas renovem suas frotas. No Paraná, 80 mil caminhoneiros devem aderir à paralisação.

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