Estrada e Natal pedem responsabilidade
O movimento das estradas começará a se intensificar a partir de hoje em todo o Brasil por conta do início das festas de final de ano. Como parte de uma campanha de alerta, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou nesta semana o ranking das rodovias mais perigosas do País. Atenção, os motoristas devem ter quando transitam em qualquer via, mesmo as mais tranquilas do bairro onde moram. Mas quando pegam a estrada, principalmente aquelas com grande histórico de acidentes, o cuidado tem que ser redobrado.
O Paraná, apesar do alto preço das tarifas de pedágio praticadas por aqui, ocupa a vergonhosa posição de segundo Estado com mais trechos perigosos em rodovias federais. Dos 60 pontos com alto índice de acidentes graves, oito estão no Paraná. Santa Catarina, o primeiro do ranking, tem 10 trechos preocupantes.
No caso paranaense, chama a atenção o fato de que os trechos mais perigosos destacados pela PRF são justamente quando as rodovias cortam áreas urbanas. No nosso Estado, o mais perigoso do relatório é a Avenida Colombo, de Maringá, pedaço de nove quilômetros da BR-376. Entre os meses de janeiro e novembro de 2011 aconteceram 717 acidentes. Oito pessoas morreram.
Londrina também aparece na lista com o trecho urbano da BR-369 (entre o cruzamento da Avenida Duque de Caxias e a PR-445). O ranking inclui a PR-277, quando corta Foz do Iguaçu; a BR-476, também no município de Curitiba, e a BR-376, perto da divisa com Santa Catarina.
A solução para esses trechos urbanos de rodovias é complexa por causa do grande movimento de carros, pedestres, ônibus, motociclistas e ciclistas. Para esses pontos, não bastam semáforos, cartazes de campanhas ou faixas de pedestres. Em muitos casos, é preciso intervenções mais elaboradas, como viadutos, passarelas de pedestres e maior fiscalização.
Nessa época do ano, é natural que o fluxo de veículos aumente nas estradas, pois as pessoas querem estar próximas de familiares e amigos. A segurança no trânsito depende de muitos fatores, desde qualidade das estradas, boas condições dos veículos e responsabilidade dos motoristas. As estatísticas vêm mostrando que a imprudência dos condutores é o principal causador de acidentes, marcando com tragédia o Natal, uma data em que as pessoas deveriam justamente celebrar a vida.





