Se depender das previsões de chuva para os próximos meses, o Paraná já tem um grande problema para administrar. As estimativas do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) apontam para a continuidade da estiagem até pelo menos o início do próximo ano. As regiões mais afetadas com a falta de chuva deverão ser o sul, o sudoeste e o oeste do Estado.
A seca, segundo o meteorologista Marcelo Brauer, tem origem no bloqueio atmosférico das massas de ar frio que partem do sul do continente. ''Ou elas morrem antes de chegar ao Paraná ou rumam para o oceano (Atlântico)'', apontou. O fenômeno, que não tem relação com o El NiÀo ou La NiÀa, é possível de ser previsto com apenas cinco dias de antecedência. O meteorologista explicou que as chuvas que atingem o Paraná são pancadas típicas de verão, que não ajudam na recuperação da capacidade dos reservatórios de água. Para a agricultura, a esperança é de que os períodos de estiagem não ultrapassem o máximo de 10 dias. Caso contrário, a seca poderá trazer prejuízos.
Como consumidor, o meteorologista disse que ''está começando a se preocupar''. Ele avaliou que a estiagem deve perdurar e mesmo se chover a quantidade considerada normal, o déficit pluviométrico neste ano para a região sul deverá ser de 20% aproximadamente.
Com a continuidade do bloqueio, as precipitações que deveriam ser mais abundantes nessa época do ano serão mais escassas, principalmente nas regiões sul, sudoeste e oeste do Paraná. Nessas áreas, o índice de chuvas deverá variar de normal a abaixo da normalidade. Nas demais regiões, o regime de chuvas ficará dentro do considerado normal para os próximos meses do ano. Brauer comentou que essa é uma situação atípica, que não ocorre no Estado há pelo menos quatro anos.

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