O Nuciber (Núcleo de Combate aos Ciber Crimes) atende a casos em todo o Paraná. Quando o caso está dentro da esfera de atuação da Polícia Federal, encaminhamos para lá. Sempre antes de aceitar um caso fazemos um extenso estudo da nossa competência para evitar que nossa atuação na investigação contamine as provas.
Esse cuidado é importante porque quando o policial atua num caso que está fora do expectro da competência dele isso pode ser usado depois pela defesa para anular as provas.
É importante destacar que o mesmo problema é previsível quando a vítima recorre a investigadores particulares. Há muitos supostos especialistas por aí que prometem obter informações de forma mais rápida e eficiente que a polícia. O problema é que investigação é coisa de polícia. A pessoa que acessa, seja por quais meios, informações pessoais está cometendo crime de violação de sigilo, que prevê punição de dois a quatro anos e multa.
A pessoa que contrata os serviços desses especialistas também pode ser apontada como mandante do crime e até mesmo acusada de formação de quadrilha. E as supostas provas coletadas não têm qualquer validade em juízo.
Quais são os crimes mais comuns investigados pelo Núcleo?
No início eram mais comuns os casos de desvio de recursos de contas correntes. Hoje o estelionato, aquele em que o criminoso negocia diretamente com a vítima e a induz ao erro, é mais comum. Para cada caso de furto há dois de estelionato.
O que o usuário da internet deve fazer para evitar ser lesado por golpistas?
O ideal é comprar na loja física se for possível. Ali ele pode ver, testar o produto antes de levar para casa. Outra dica é procurar empresas sólidas, com reputação consolidada. Mas é preciso ficar atento aos golpistas que clonam websites para roubar dados.
E um cuidado fundamental é que a pessoa evite divulgar dados pessoas. Muitas vezes a pessoa distribui currículos, por exemplo, cheio de informações que os golpistas podem utilizar para roubar a identidade e dar golpes na praça.

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