Estagiário era mão-de-obra barata
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domingo, 26 de abril de 2009
Carolina Gabardo Belo e Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os universitários do curso de Administração, Matheus Henrique Borges, 21, e Jéssica Pontes, 28, encontraram na Lei do Estágio uma garantia de qualidade nas atividades que realizam durante a preparação profissional. Para eles, a principal melhoria vinda com a legislação é a cobrança de que as empresas irão proporcionar aos estudantes formação específica na área em que atuam.
Na seleção para o segundo estágio, os acadêmicos contam que não encontraram dificuldades na oferta de vagas em relação a seleção realizada antes da nova lei entrar em vigor. Mesmo com a redução das oportunidades apresentadas pelas empresas, eles acreditam na garantia de que estarão realmente aprendendo. "As empresas que agora oferecem vagas são aquelas que estão realmente compromissadas com a formação do estudante", analisa Borges.
"Antes o estágio era mão-de-obra barata", compara Jéssica, que chegou a acreditar que as empresas iriam dispensar os estagiários. "Acho que aconteceu o contrário. Como agora a carga-horária máxima é de seis horas, eles contratam dois estagiários para cobrir o período", diz. Mesmo assim, ela se sente prejudicada com a redução da bolsa-auxílio paga aos estudantes, que, proporcionalmente à carga-horária de trabalho vai reduzir. "Não posso trabalhar apenas como estagiária para ganhar só a bolsa. Antes, nesse quesito, era mais viável."
A coordenadora de comunicação e cultura do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ana Luiza Zaninelli, acredita que melhoraram as condições para fazer estágio. Ela lembra que algumas vagas eram de 8 horas diárias. "O estudante pode aproveitar este momento para conhecer melhor a sua área", disse.


