Quarta-feira, meio-dia. Enquanto a maior parte das pessoas se prepara para o almoço, fiéis lotam a Catedral de Londrina. A missa que termina com a bênção de objetos pessoais, velas, água e sal tem um público cativo. ''Não perco um dia sequer. Essa missa faz parte do meu calendário'', comenta a massagista Marilda Aparecida da Silva, 43 anos. ''Através dela recebo energia, me abasteço para passar essa paz para minhas clientes.''
Há cinco anos a massagista participa das missas que reúne principalmente trabalhadores que, nesse dia, trocam o almoço pela celebração espiritual. ''Além de animada, sempre há uma bênção especial. É uma fonte de renovação'', ressalta a massagista.
O assessor de comunicação da Arquidiocese de Londrina, padre Silvio Andrei, diz que o mundo vive um período de tribulação e as pessoas têm clamado por paz nas orações pessoais e comunitárias. Ele entende que a paz do mundo depende da paz interior de cada um. Ele define a paz como um estado de ação de graças. ''É o equilíbrio da pessoa com Deus, com o mundo, com o outro e consigo mesmo.''
Lembrando que Jesus é o príncipe da paz, o padre afirma que, quanto mais a pessoa desenvolver sua dimensão religiosa, sua vida em relação ao transcendente, mais fácil alcançará a paz.
Sobre a imposição das mãos, ele explica que no cristianismo o ritual é usado para abençoar e transmitir poder apostólico. No antigo testamento, quando alguém saída em missão recebia a bêncão com imposição das mãos como sinal de força de Deus e apoio da comunidade. ''Era sinal de vínculo, de apoio, de presença''.
No Novo Testamento, diz ele, a imposição das mãos aparece em situações de cura. ''Quando impomos a mão sobre doente, fazemos isso com fé, que vai se traduzir em alimento espiritual para a pessoa''.
Padre Silvio afirma que a Igreja Católica respeita as práticas das demais igrejas. Mas esclarece: ''Ao fazermos a imposição das mãos e abençoar alguém não estamos captando e transmitindo a energia do cosmo. Mas a energia que está além do cosmo, que está em Deus''. (L.M.)

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