O mundo, como sabemos, está passando por momentos significativos e delicados. Em todos os países - onde existe a democracia - o voto é importantíssimo para a escolha dos representantes. Com os votos essas nações buscam esperanças para sanar seus problemas, com os milagres oferecidos pelos futuros governantes. São votos que clamam aos representantes colocarem em prática suas idéias e promessas. Não é o que presenciamos no dia-a-dia.
Percebemos que suas oratórias são lindas, mas ocas. Política tornou-se a arte de enganar e não servir de intermediária para solucionar os problemas e atender o anseio da plebe. Governar a nação, os estados membros ou os municípios são responsabilidades múltiplas, pois cabe aos representantes optar por um caminho que possua condições básicas exigidas: ética, responsabilidade e honestidade.
Como sabemos a cada governo instalado sentimos uma apunhalada diferente em nossas costas. As lágrimas rolam rosto abaixo, mas o governo não se sensibiliza. A emoção, o amor não existe. Só se aplica a razão orquestrada pelos órgãos internacionais. Essas premissas sim, são seguidas à risca. Esses governos, ora instalados, cospem nos pratos que um dia eles mesmos lamberam.
As mentiras - coisas esdrúxulas - fazem parte do dia-a-dia desses governantes. Eles não sentem o mínimo receio em desmentir as verdades estampadas em seus atos. Um exemplo dessas mentiras estão as profecias de Bush, no fim da fome no Brasil e no mundo, as falsas ONGs, o fim das corrupções instaladas dentro dos próprios governos. Uma das mentiras foi a MP 207 que deu status de ministro para o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, só para livrá-lo dos processos, por ter falsificado seu IR.
Essas mentiras são apunhaladas certeiras, direcionadas às nossas vísceras. Estamos vivendo a era dos governos falantes. Prometem, dramatizam, choram, brincam com o povo usando retóricas. Há um velho ditado que diz: ''Quando ouvir alguém falar de mais, desconfie.''
A verdade é uma só, as teorias são belíssimas, mas suas práticas são difíceis. Os governantes não podem discriminar seus povos, sejam pobres ou ricos ou de qualquer seguimento religioso. Os governantes não podem deixar de aplicar a justiça e a generosidade a todos os seus cidadãos. Os governantes têm que usar o diálogo para trazer paz às suas nações e não propor guerra como um instrumento para a paz. Para tais lições não há necessidade de possuir estudo ou credo religioso. Há que ser sábio, simplesmente.
GILBERTO JORDÃO é professor universitário em Maringá

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