Até o fechamento dessa edição, as esposas de policiais militares continuavam na frente do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Londrina, impedindo a entrada e saída de viaturas e de oficiais. Segundo as organizadores do protesto, o número de mulheres em frente ao quartel deve aumentar. ''Estamos aguardando esposas de Rolândia, Porecatu, Florestópolis, Bela Vista do Paraíso. Não temos intenção de sair daqui sem receber um aceno de alguma solução'', disse Vera Rubbo, uma das líderes do movimento.
Após o início do protesto, por volta das 19 horas de anteontem, cerca de 30 mulheres passaram a noite em frente ao Batalhão. Sob lonas, enfrentaram frio e chuva. Às 8h30 de ontem, as mulheres tomaram uma escada que estaria sendo usada por alguns policiais para entrar e sair pelos fundos.
Na noite de sexta, logo depois do início da manifestação, o comandante tenente-coronel Rubens Guimarães se reuniu com as mulheres para dar sua opinião sobre o protesto. Segundo Ivanir, a Polícia também negociou a liberação de três viaturas, mas apenas uma foi autorizada a sair. ''O trabalho está normal'', disse Guimarães.
Em Curitiba, as mulheres decidiram encerrar, ontem à tarde, o protesto de fechamento de quartéis. Elas estão na expectativa da aprovação de uma emenda ao projeto de realinhamento dos salários dos PMs que será apresentada amanhã pela bancada de oposição da Assembléia Legislativa. O deputado estadual Orlando Pessuti (PMDB) quer que a gratificação PM especial, que terá aumento em 130% dividida em três parcelas iguais ao longo de três anos, seja dada ainda no governo Jaime Lerner. ''Vamos estudar a viabilidade disto'', disse o deputado.
Outra alternativa seria propor uma emenda que dá o avanço salarial em três parcelas divididas ao longo de 2003. A reunião da bancada de oposição será às 10 horas e terá a presença das mulheres de PMs. Elas querem pressionar os demais deputados pela aprovação da emenda. (Colaborou Luciana Pombo)

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