Espíritas fazem campanha há 3 anos
A Associação Médico-Espírita do Paraná faz uma campanha contra o aborto há três anos. Palestras em escolas visando a prevenção da gravidez precoce, aconselhamento de mulheres com intenção de abortar e distribuição de livretos são algumas das atividades da campanha. ''Nós só aceitamos quando há risco de vida para a mãe. No caso do estupro, não podemos resolver praticando outro crime contra um inocente'', diz o presidente da associação, Laércio Furlan.
Mesmo no caso de gravidez de risco, Furlan lembra que muitas mães decidem levar a gestação adiante e têm sucesso. No caso de gravidez por estupro, o médico diz que as mães são aconselhadas a ter o bebê e entregar para a adoção. ''A vida do bebê não pertence à mulher e ela não pode decidir por ele'', argumenta.
Durante suas palestras, Furlan apresenta um vídeo intitulado O Grito Silencioso. As imagens de uma ecografia mostram um feto tranquilo dentro da barriga da mãe. Os batimentos cardíacos aceleram e o feto se debate ao sentir o colo do útero dilatando. As partes do corpo são aspiradas para fora e, por último, é inserido um instrumento que dilacera a cabeça para que também seja aspirada para fora.
A campanha Vida, Sim à Gravidez aconselhou 49 gestantes com intenção de abortar, das quais 42,86% alegavam que a gestação era inoportuna, 26% por pressão familiar ou do próprio companheiro e outras 14,29% por malformação do embrião. Do total, 44,90% desistiram, 40,82% fizeram o aborto e nos demais casos perdeu-se o contato com a mulher ou a gravidez já estava tardia para o aborto.





