O Brasil tem hoje cerca de 11,4 milhões de desempregados e precisa criar, todos os anos, mais 1,5 milhão de vagas para receber a mão-de-obra novata. É uma missão difícil, mas não impossível, para o próximo presidente do País, acreditam especialistas em mercado de trabalho.
Eles dizem que o novo governante terá de priorizar a retomada do crescimento econômico do País. ''Mas ele precisa encarar a realidade de que não vai conseguir gerar um crescimento significativo antes de 2005, pelo menos. Por isso, terá de criar outros instrumentos emergenciais'', diz o economista Cláudio Dedecca. Para ele, uma saída no curto prazo seria investir na melhoria da infra-estrutura urbana do País.
É essa também a opinião do secretário municipal do Trabalho de São Paulo, Márcio Pochman. Para ele, se o próximo governante der prioridade à implantação de programas nacionais de habitação e saneamento básico, por exemplo, já resolverá parte do problema.
Para o sociólogo e professor da FEA-USP, José Pastore, outra medida positiva seria a revisão da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que data de 1943. ''Quando as leis foram feitas, o Brasil vivia outra realidade. Não existiam as formas modernas de trabalho que existem hoje ou o conceito de tempo parcial de trabalho''.

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