Especialista explica o que motiva criminosos a agir e aponta tipos de tratamento
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sábado, 28 de julho de 2012
Redação Folhaweb 
O que leva uma pessoa a invadir uma sala de cinema e atirar contra dezenas de pessoas? Loucura ou ato premeditado? O ataque promovido por James Holmes, de 24 anos, há pouco mais de uma semana na cidade de Aurora, no Colorado, estado norte-americano, deixou 12 mortos e chocou o mundo. Situação semelhante já ocorreu no Brasil. Em abril de 2011, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, assassinou 12 adolescentes da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, antes de ser morto por um policial.
Para o psiquiatra, psicólogo clínico e chefe do Laboratório de Hipnose Forense do Instituto de Criminalística (IC) do Paraná, Rui Fernando Cruz Sampaio, os autores de ambos os ataques são pessoas esquizofrênicas com fortes indícios de delírio mental. Nesta entrevista, ele expõe as diferenças entre os comportamentos de psicopatas e esquizofrênicos e o tratamento para ambos os casos.
Os autores dos ataques em Aurora e em Realengo são psicopatas ou esquizofrênicos?
Ao fazer uma análise prévia, há indícios de esquizofrenia. O psicopata tem um transtorno de personalidade e normalmente possui uma frieza muito grande, não demonstra os sentimentos. Diante do sofrimentos das pessoas, por exemplo, ela fica impassível. O psicopata em geral é uma pessoa sedutora, falante, inteligente e extremamente manipuladora. Pode cometer desde estelionatos até crimes violentos. Além disso, pode ter uma personalidade psicopática, mas não um comportamento psicopático.
Leia a entrevista completa por Rubens Chueire Jr. exclusiva para assinantes da FOLHA


