Espaço para os mais velhos na indústria 4.0
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sexta-feira, 01 de fevereiro de 2019
A substituição dos mais velhos pelos mais jovens no mercado de trabalho não é novidade no Brasil, mas vem se acentuando nos últimos anos. O avanço da indústria 4.0 - e toda a evolução tecnológica que ela traz - leva empresários a seguirem nesta tendência, buscando mudança no perfil da mão de obra.
A realidade foi mostrada em reportagem publicada no caderno de Economia da Folha de Londrina nesta quarta-feira (31). Segundo dados do último boletim do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) compilados pela Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), em 2017, no Estado, foram abertos 15,1 mil postos de trabalho para funcionários de 18 a 24 anos, e em 2018 13,3 mil. Ao mesmo tempo, foram fechadas vagas para funcionários acima desta faixa etária.
Em 2017, a geração de vagas na indústria paranaense atendeu ainda o setor de aprendizes menores de 17 anos (3,1 mil) e a faixa com mais de 25 anos e menos de 30 anos (975). Para funcionários acima de 30 anos houve o fechamento de 11,7 mil empregos. A reportagem mostra ainda que em 2018, 34,8% das 235,7 mil admissões da indústria no Estado foram de pessoas com até 24 anos de idade.
A constatação de especialistas é que a indústria se antecipa às necessidades do mercado e busca os mais jovens por saberem lidar melhor com tecnologia e dependerem de salários mais baixos para sobreviver. Mas enquanto ganha com a capacitação da nova geração para lidar com robôs e automação, por exemplo, perde com qualidades inerentes aos veteranos, essenciais para o bom andamento dos negócios.
Experiência acumulada em determinada área, senso de hierarquia e organização podem fazer a diferença de forma positiva no ambiente de trabalho. Daí a necessidade das empresas buscarem o equilíbrio entre gerações no quadro de funcionários, a fim de garantir a troca de experiências.
Algumas empresas já se preocupam em adotar técnicas de gestão que integrem e motivem um quadro de funcionários multigeracional. Esse certamente será o desafio dos empresários daqui para a frente, levando em conta o envelhecimento da população e, consequentemente, da força de trabalho. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, a estimativa é que em 2040 cerca de 57% da população brasileira em idade ativa será composta por pessoas acima de 45 anos.
Para os profissionais, o desafio é manter-se qualificados e antenados aos avanços tecnológicos e abertos ao desenvolvimento de novas aptidões.



