Neste mês de Junho, a Copel está completando 50 anos de atividades em Londrina. Depois de intensas negociações entre as empresas, a estatal de energia paranaense incorporou a EELSA - Empresa Elétrica de Londrina S/A - e iniciou suas atividades operacionais em 1º de junho de 1974.

Foi um começo difícil, muito em função das diferenças estruturais e do desenvolvimento tecnológico entre as empresas. Louve-se, nesse particular, a excelente receptividade dos diretores e do corpo de funcionários da EELSA, eficientemente capitaneados pelos saudosos engenheiro Fernando Barros Pinto e do administrador Rui Barbosa de Castro, que facilitaram de forma irretocável a tarefa dos copelianos pioneiros em Londrina, tanto é que ambos permaneceram no quadro da estatal até as suas respectivas aposentadorias. Faz-se mister enaltecer, também, o protagonismo do engenheiro Wilson da Silva e do administrador de empresas Robert Pontedura, experimentados gerentes graduados da Copel, que foram os precursores do árduo trabalho dessa incorporação.

Naquela época, a Copel experimentava uma acelerada expansão, com suas importantes hidrelétricas e estratégicas subestações, dominando o abastecimento de energia na maior parte do Estado. Enquanto isso, a EELSA dependia basicamente da geração nas usinas Apucaraninha e Três Bocas, o que já não conseguia mais atender a demanda do vertiginoso crescimento de Londrina. As grandes empresas da cidade eram as que mais sofriam pela impossibilidade de demandar aumentos nas suas cargas de produção.

Todavia, como toda mudança gera expectativas e desconfianças, por aqui não foi diferente. Nos primeiros meses houve uma reação natural com reclamações focadas especialmente no preço da tarifa da energia, um pouco acima do que era praticado pela antiga empresa. Porém, essa diferenciação tarifária tinha razão de ser: a EELSA não fazia investimentos para melhorar a qualidade da sua estrutura de distribuição de energia, o que a impossibilitava de reivindicar ajustes no preço da venda do seu produto, junto ao órgão regulador federal.

Entretanto, já naqueles primeiros meses de operação, a Copel iniciou o trabalho de reforma total da rede de distribuição e implantou um competente sistema de atendimento aos consumidores, proporcionando maior eficácia às solicitações de serviço da população. O volumoso investimento mostrou, mormente aos mais céticos, a potência da nova concessionária e abriu a perspectiva de que o fornecimento de energia seria um porto seguro para o promissor progresso do município.

Por ocasião dessa integração, em 1974, o município contava com 235 mil habitantes e 98 mil unidades consumidoras de energia; atualmente, para uma população em torno de 560 mil, existem 276 mil contas ligadas.

A Copel acompanhou lado a lado o crescimento de Londrina com um suporte de excelência e esmerada qualidade de atendimento; sob essa nova direção, o município jamais conviveu com crises de abastecimento que pudesse obstaculizar o seu desenvolvimento. De lá para cá, em tempo nenhum, indústrias ou empresas de grande porte deixaram de ser instaladas aqui por falta de energia à disposição.

É importante destacar que a Copel também assumiu a concessão dos municípios de Ibiporã, Cambé, Rolândia e Arapongas.

Portanto, é um cinquentenário digno de comemorações, tanto para Londrina, bem como para aqueles que aqui se enraizaram, representando a empresa e se tornando londrinenses efetivos.

Ludinei Picelli, administrador de empresas aposentado pela Copel

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