ESPAÇO ABERTO: A Inteligência Artificial na Contabilidade
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de janeiro de 2024
Nathali Araujo e Viviane Stadler 
Analisando as notícias recentemente, nos deparamos com uma frase que faz todo sentido em relação a inteligência artificial na geração de conteúdo e que é impossível discordar: “A IA generativa é uma revolução comparável ao surgimento da internet”, Douglas Dawson, vice-presidente global de comunicações da Microsoft ao Valor Econômico.
Não conseguimos mencionar neste momento qual ferramenta tecnológica conseguiu tanto êxito em tão pouco tempo e se desenvolveu para novas e aprimoradas ferramentas como a inteligência artificial. Hoje é possível escrever textos, criar imagens, produzir artes e outras infinidades de ações com apenas um comando certo, os chamados: prompts.
Com toda essa evolução da Inteligência Artificial, uma importante vertente surgiu: o apoio da IA em operações contábeis, chegando para simplificar tarefas complexas, otimizar processos e melhorar a eficiência, auxiliando empresas e pessoas nesse que é um dos principais gargalos de qualquer setor financeiro.
Com os recursos disponíveis, pôde-se observar que a IA é uma grande e importante aliada na gestão fiscal, e neste artigo, destacamos precisamente na área da Pesquisa, Auditoria e Recuperação Tributária.
Como um bom exemplo, podemos citar a auditoria digital, onde é analisado com o apoio da IA, toda escrituração digital da empresa a ser enviada à Receita, e se há a necessidade de algum ajuste a ser feito, a IA sugere correções antes do envio das informações, dando segurança a quem utiliza a ferramenta.
Dentro desse contexto contábil, destacamos a classificação fiscal de mercadorias, que emerge também com o apoio da IA, como uma ferramenta estratégica crucial, desempenhando um papel fundamental na gestão de negócios e na formulação de estratégias tributárias inteligentes.
A Classificação Fiscal de Mercadorias, essencial para empresas, é o processo de atribuição de um código específico, conhecido como NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) que categoriza um produto ou mercadoria para determinar a carga tributária, incentivos fiscais, políticas de defesa comercial, regulamentações de qualidade e origem, além de ser essencial no comércio internacional.
Esse código não é apenas um número, mas sim, uma identificação única que serve como linguagem universal nos negócios, permitindo a categorização e compreensão dos produtos. A classificação fiscal de mercadorias desempenha um papel crucial para garantir a eficiência operacional e a competitividade das empresas, e quando corretamente colocada evita os tributos em cascata.
Algumas razões pelas quais essa prática é tão fundamental, são: Tributação Adequada; Redução de Custos; Conformidade Regulatória; Comércio Internacional; Gestão de Estoque e Logística; Minimização de Riscos; Competitividade e a Tomada de Decisão Estratégica.
A utilização da IA na Recuperação Tributária, na Auditoria Digital e Classificação Fiscal torna a operação mais eficiente e reduz custos, construindo um importante alicerce para a competitividade nos negócios. Empresas que reconhecem e aproveitam ao máximo essa ferramenta estratégica posicionam-se melhor nos mercados nacional e internacional.
Nathali Araujo é contadora e Viviane Stadler é advogada
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