Redução de deputados federais


O Brasil tem 513 deputados federais e, conforme levantamento feito pela ONG Transparência Brasil, pagamos para manter cada deputado o montante de R$ 168 mil por mês, ou seja, R$ 2 milhões por ano. Já com os 513, o Brasil gasta anualmente o equivalente a R$ 1,034 bilhão (ONG Contas Abertas). Os Estados Unidos possuem 50 Estados e têm 435 deputados federais para uma população de 323 milhões de habitantes, média de 1 deputado para cada 742.528 habitantes. Se proporcionalizarmos estes números para o Brasil, teríamos que ter 280 deputados federais. Com isso, reduziríamos 233 e teríamos uma economia de R$ 469,7 milhões, que daria para construir 249 escolas com 18 salas de aula por ano, ao custo de R$ 1,9 milhão cada uma, que abririam cerca de 300 mil vagas, conforme licitação feita no estado do Mato Grosso (http://gcnoticias.com.br/educacao/estado.

A redução do número de deputados federais é uma medida que se impõe para que o País possa maximizar a renda per capita dos brasileiros e entrar no rol dos países desenvolvidos e diminuir o "custo Brasil". É uma medida de respeito pelo futuro de nossos jovens que, infelizmente, estão deixando o País e, indo para o exterior por falta de perspectivas de trabalho aqui. Toda a sociedade é sabedora de que o País não necessita de um número elevado de deputados, mas de uma Câmara composta por pessoas de melhor qualidade, que tenham respeito com o bem público e que trabalhem em prol da nação, e não em defesa de seus próprios interesses.

A sociedade tem que se engajar no sentido de tornar realidade os anseios de toda uma nação, ou seja, menos parlamentares na Câmara Federal, com mais qualidade e que esses deputados realmente representem o interesse de toda a sociedade. Por tudo isso, se faz necessário um movimento popular para reduzir o número de deputados federais, tal como ocorreu com o projeto de lei popular 518/09, transformado na Lei Complementar 135, de 04/06/2010 e que reuniu mais de 2 milhões de assinaturas para criar a Lei da Ficha Limpa. Se não houver esse movimento popular, nada acontecerá, porque certamente nenhum deputado irá se debruçar em um projeto de lei para cortar os seus próprios benefícios.

ANTONIO FIDELIS é advogado em Londrina

...Que aí seria divino demais


Sou fã de Bernardo Pellegrini, porém mais do jornalista que do músico e compositor. Convivemos juntos em jornadas jornalísticas, ele um braço forte em que eu me apoiava. Bernardo não demonstrava sua ideologia política, tinha suas convicções profissionais, mas era imparcial. Não era jornalista de sindicato e nem militante. Assim como seu primo, da mesma cepa, o também jornalista, escritor e poeta Domingos Pellegrini. Eu, por acidente de percurso, estava editor chefe. Ser chefe não quer dizer que você manda. Tocar uma manada no campo e "pegar touro à unha" é fácil. Quero ver comandar jornalistas!

Eu não era muito habilidoso em repassar minhas posições ao grupo, então Bernardo entrava em cena e tudo se resolvia. Ele servia como bom jornalista e como mediador. Mas eu também lhe dizia: "Bernardo, faça música, mas não deixe de escrever". Não o convenci. Ele queria mesmo era compor e cantar. Ainda guardo seus CDs "Humano Demais" e "Dinamite Pura" e agora vou ver o lançamento de seu site com 60 músicas autorais, vídeos, reportagens, fotos e entrevistas.

Também arranho as cordas do violão e, em anos passados gastei uma fortuna com um "Takamine", o soberano dos violões. Japonês. Bernardo viu-o e pediu que o emprestasse. Então, levou o violão para São Paulo e fez com ele algumas gravações. Quando senti saudades dele (do violão) o pedi de volta, porque Bernardo já estava demorando para devolvê-lo. Soube depois que ele comprara um igual.

Mas ainda acho que é um desperdício Bernardo só compor, empunhar o violão, cantar, e não mais escrever. A suprema providência, que lhe concedeu também o dom de lidar magistralmente com as letras, vai cobrar-lhe isto. Ler um texto do Bernardo e ao mesmo tempo ouvir suas músicas seria não só humano demais, mas divino demais!

WALMOR MACCARINI é jornalista em Londrina

■ Os ar­ti­gos de­vem con­ter da­dos do au­tor e ter no má­xi­mo 3.800 ca­rac­te­res e no mí­ni­mo 1.500 ca­rac­te­res. Os ar­ti­gos pu­bli­ca­dos não re­fle­tem ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião do jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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