Reflexões sobre o Brasil pós-golpe!
No Brasil, em tese um Estado democrático e de direito, as contradições e hipocrisia estrutural se instalam de maneira sutil em todos os três poderes e também em parte das classes sociais ditas mais esclarecidas.

No Executivo, encontra-se um presidente sem voto, muito astuto que, de modo estratégico, estabelece uma versão neoliberal na sua expressão mais agressiva, na qual o Estado é colocado num papel secundário de atendimento ao livre mercado internacional. Um gigantesco leilão de desmonte dos aparelhos do Estado!

O Congresso afronta a laicidade do Estado com uma suposta bancada evangélica, que evoca Deus para aprovar votações de interesse do presidente em troca de propina. Aliás, no que se refere ao pagamento de dinheiro ilícito, o presidente é, sem dúvida, para a maioria dos parlamentares do Congresso, um generoso e autêntico "Sugar Daddy".

O Judiciário, estrutura do Estado participante ativa do golpe, representado pelo STF e pelo juiz "imparcial" de Curitiba, fala abertamente em equidade e justiça contra os políticos corruptos. No entanto, as condenações são claramente seletivas, com alvo político marcado. O objetivo do magistrado midiático é a prisão única e exclusiva do fantasma de "Nine Fingers" antes das eleições de 2018. Afinal, depois de quatro derrotas seguidas nas urnas, o Judiciário precisa articular formas de extinguir a assombração comunista por meio de um pseudodiscurso de combate à corrupção.

A classe média, grupo que mais me fascina dentro de todo esse contexto político, juntamente com parte expressiva da classe operária que também se autointitula média, exerce um papel que seria cômico se não fosse trágico. Silêncio absoluto diante da corrupção escancarada do atual governo, defesa ideológica da retirada de seus próprios direitos e garantias fundamentais e, mais contraditório ainda, o clamor democrático da volta dos militares. Metaforicamente, seria a situação semelhante à de uma vaca defendendo o dono do frigorífico.

Ao lembrar o termo silêncio e conivência, finalizo lembrando as palavras do poeta Dante em "A Divina Comedia": "Os lugares mais quentes do inferno estão reservados àqueles que escolheram a neutralidade em tempos de crise!".

RENAN BOLDORI SANTOS é bacharel em geografia em Londrina

A fé e as tradições seculares
A tudo do extrafísico que é desconhecido das religiões dominantes (e que pertença ao seu universo de crenças) elas colocam o selo de algo religioso e se prostram em devoção contemplativa. Assim com as aparições de seres brilhantes do espaço, que logo recebem a denominação de santos ou santas. Assim foi no passado com os denominados deuses, na verdade habitantes de outros pontos do universo.
Esses coirmãos são cidadãos cósmicos e obreiros, uns mais evoluídos, outros menos. Entre eles os benfazejos (e os santos aí se incluem) e os intrusos. E, no caso da imagem dos anjos, eles não são seres alados e nem vivem em ociosidade sentados sobre nuvens e tocando liras, como os imaginaram os pintores sacros. Foi a partir dessas imagens que se formaram concepções imprecisas. Um fato comprovado por centenas de pessoas é que, durante as aparições do lugarejo de Fátima, algo bailava no espaço, semelhante a uma nave, mas logo a crença catalogou o fenômeno como o sol descrevendo movimentos em círculo. Algo impossível sob a ótica da astronomia, e a ser isso verdadeiro teria ocorrido um inimaginável caos no sistema solar. Certamente, ocorria a presença de guardiães espaciais dando proteção a esse ser que descera à densidade terrena. A Igreja capitalizou a imagem como sendo de Nossa Senhora, mas poderia ser uma mensageira de esfera igualmente evoluída. Em verdade, nenhuma diferença entre uma e outra.
Está se aproximando o Natal, e de novo se falará da "estrela de Belém", que se movia. Quando Jesus nasceu houve grande movimentação na região cósmica próxima e legiões invisíveis desceram com o Mestre, e durante sua vida terrena lhe deram assistência. No caso específico de Fátima, a ciência oficial não questiona, por não desejar imiscuir-se em questões de fé religiosa, mas óbvio que não aceita a crença num "sol bailante".
Os habitantes do espaço não são apenas os santos e santas das religiões. A reformulação dessas concepções ocorrerá no momento adequado, e será a partir de revelações dos planos mais altos. Divindades hoje veneradas e outros iluminados seres serão grandes inspiradores nessa nova jornada esclarecedora de tantas coisas.

WALMOR MACCARINI é jornalista em Londrina

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