Escola: ente modificador do futuro
Drayson Ricardo Bueno Costa


Que o Brasil é um país rico em recursos naturais todos nós sabemos, que o Brasil é um país promissor no campo da tecnologia também temos consciência. Contudo, o país sempre tem dificuldades em alcançar patamares de excelência. Historicamente somos um país sucateado, pobre e desigual, isso devido à péssima educação à qual somos submetidos.

Para que o Brasil avance de forma justa, é fundamental investir na base educacional, formando cidadãos conscientes de seu papel na sociedade e assim projetar um futuro melhor para a nação.
Porém, para que isso se torne realidade, é imprescindível que tenhamos pessoas honestas e comprometidas com a mudança nos rumos da nação. É necessário realizar uma relação tríade entre governo, escola e aluno para que assim possamos mudar o cenário atual.

O governo deve agir como ente propulsor, ou seja, as práticas e projetos governamentais devem primar por uma educação de excelência, visando sempre a formação ética, moral e tecnológica dos indivíduos. No entanto, para que isso ocorra, é necessário uma mudança profunda na conduta dos governantes, devendo estes governar para o povo e não para alimentar seus desejos sórdidos pelo dinheiro e poder.

É preciso valorizar a escola como ente modificador do futuro, investir na formação profissional, tratar as crianças como se diamante fossem, lapidando e disseminando a cultura da honestidade, da probidade e da valorização da educação.

Por sua vez, a família precisa compreender que a única solução para a mudança é encontrada por meio da educação, pois esta irá refletir diretamente nas escolhas das crianças, transformando-as em agentes de propagação de esperança de um dia melhor.

Se todos unirem forças em direção a uma educação de excelência, certamente, teremos um Brasil forte moral e economicamente e, consequentemente, um país justo transformando aquilo que era apenas sonho em realidade.

DRAYSON RICARDO BUENO COSTA é advogado e professor em Cambé




Salto abrupto dos 18 aos 80 anos
Walmor Maccarini


Foi impactante vivenciar, num repente, o salto da idade de um amigo dos 18 aos 80 anos. Esse experimento eu vivi ao reencontrar esse amigo que não via depois de passados 62 anos. Como, pela ausência, deixei de acompanhar o envelhecimento dele, que é a implacável tangência do tempo, guardei a memória de quando o vi na última vez, jovem, cheio de vida e de sonhos. Foi com perplexidade que assisti a essa imagem remota dar um salto abrupto para o momento do reencontro, com as duas épocas se unindo e formando um só presente, com a sensação de que o tempo não havia passado.
Como imaginar alguém saltar da juventude à velhice num piscar de olhos? É o que acontece num tal reencontro. O fenômeno torna-se espantosamente real. Vemos a mesma pessoa no presente com duas idades, duas fisionomias, duas estaturas. Descrever isto com palavras é impossível. É preciso sentir, e isto é individual. Não podemos transmitir a outrem a sensação proporcionada por este passe de mágica que faz a florescência da vida avançar, como a um passe de mágica, para a inevitável decrepitude. E o que ocorre conosco com relação aos outros é o que ocorre a eles com relação a nós.
Quantas vezes na juventude nos perguntamos como seríamos e como seriam os nossos amigos aos oitenta anos! E vemos isto quando reencontramos alguém que não víamos desde seis décadas atrás. Então, o que era antes uma imagem difusa torna-se real, porque o interregno do tempo de ausência desaparece, como inexistente. Ao reencontrar meu amigo de juventude mais de meio século depois, parecíamos estranhos um ao outro, embora a memória reavivando claramente acontecimentos passados.
Onde aqueles sonhos de outrora, onde as respostas àqueles antigos questionamentos? Irrelevante buscá-las agora, porque se apagaram nas brumas do tempo, perderam significado. Misturaram-se as vagas lembranças do passado com a repentina realidade do avanço do tempo, um tempo que não vimos transcorrer porque não vivemos lado a lado esse período de circunstancial separação. Então, isto que não se vivenciou juntos é como se não houvesse existido.

WALMOR MACCARINI é jornalista em Londrina

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