Opinião Atualizado em 09/05/2017, 23:00
ESPAÇO ABERTO
A sua, a minha ou a nossa Sercomtel é uma das mais importantes empresas do Paraná. Instituída em 1964, pelo visionário prefeito José Hosken de Novaes, durante toda sua existência foi e é exemplo de inovação tecnológica.
Desde o começo consiste em modelo marcante de inclusão tecnológica social. Entre distintos destaques, é cediça a informação que foi a cidade pioneira do interior na telefonia móvel (1992); que inovou na filosofia de aluguel de terminais de telefone, derrubando preços astronômicos e oportunizando a todos telefonia fixa e móvel. Mas ainda, em 1970, instituiu rede telefônica interdistrital; frisa-se, na época a única cidade do Brasil a atender seus Distritos com telefonia.
Oportunizou, em 1991, telefone público na reserva indígena do Apucaraninha, etc.
Não apenas isso, trazendo a prosa para os dias atuais, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que realizou em 2016, a Pesquisa de Satisfação e Qualidade, a Sercomtel, no Estado do Paraná, se destacou como a operadora mais bem avaliada pelos consumidores em telefonia fixa, telefonia móvel pré-paga e banda larga fixa.
E, como última pá de cal, neste quesito de satisfação positiva do serviço, em comparação às pesquisas anteriores (2015, 2014, etc.) há constante elevação nas notas. Ou seja, a companhia possui alguns problemas pontuais e até criminais (furto de cabos), mas seu serviço é de qualidade e o melhor entre os concorrentes.
A pesquisa é importante, todavia, retrata o que já sabemos. Os objetivos da Sercomtel em proporcionar aos seus clientes tecnologia de ponta, preços condizentes com a realidade de mercado, qualidade no atendimento ao usuário, são diariamente obtidos, por mérito principal de funcionários apaixonados pela empresa.
Talvez, o londrinense não saiba, mas a Sercomtel está em 99 cidades do Paraná. São 14 cidades atendidas com infraestrutura própria e, em parceria com a Copel, são atendidas outras 85 cidades. Na telefonia celular opera em duas cidades. Mas, desde 2009 tem autorização da Anatel para operar na telefonia fixa e banda larga em todo Estado do Paraná. E já existe estudo para novas implantações. Cabe informar que em Curitiba a Sercomtel é a sensação do momento em serviços de telecomunicação que presta na capital.
Conforme já assinalado, a nossa empresa de telecomunicações é um grande patrimônio londrinense. Que por sua vez, a Sercomtel, também tem um grande patrimônio: seus funcionários. Obviamente, que cada cliente contribuiu e ainda contribui com o crescimento da empresa. Mas, são os colaboradores da companhia os responsáveis por cada inovação e superação acima descritas. Pessoas de bem que não abaixam a cabeça a cada desmando político que a empresa sofre. Merecem, no mínimo, respeito e admiração por não desistirem de lutar interna e silenciosamente por nós, pela Sercomtel.
Por fim, com a crise econômica e a mudança rápida de hábitos dos usuários da telefonia no Brasil, é natural que todas as operadoras de telecomunicações suportem dívidas e problemas para acompanhar a tecnologia. Cabe aos gestores a decisão de puxar, ao invés de empurrar, a responsabilidade de enfrentar as adversidades do setor e continuar crescendo.
RONAN WIELEWSKI BOTELHO é presidente do conselho de usuários da Sercomtel
Em 1936, em Montreal, Canadá, o Dr. Hans Selye descobriu que o organismo, quando em contato com alguma mudança física ou psíquica, interna ou externa, reage da seguinte forma: aumenta o córtex da supra-renal, reduz as defesas do organismo e aumenta as lesões gástricas e duodenais, caracterizando um quadro que, se prolongado, pode causar hemorragias e levar à morte. Em seguida, sua descoberta foi publicada na respeitada revista inglesa Nature. Pronto: estava descoberto o estresse.
Estresse é a força que mantém o nosso instinto de sobrevivência; é a reação de luta ou de fuga do organismo diante de um perigo eminente. Portanto, as reações identificadas pelo Dr. Selye são decorrentes do processo de adaptação do organismo para tentar sobreviver a um agente estressor e revelam a inteligência do organismo para lidar com adversidades.
Hoje, sabe-se que a intensidade dessa reação orgânica depende apenas da tolerância do indivíduo ao agente estressor. É o mecanismo de tolerância individual que irá influenciar na evolução do estresse para eustresse (positivo) ou distresse (negativo).
Vamos entender o processo orgânico do estresse:
O Sistema Nervoso Autônomo (SNA), parte do nosso sistema nervoso que responde por manter estável o organismo frente às necessidades de adaptação aos meios internos e externos, age controlando funções, como circulação sanguínea, sudorese, temperatura corporal, respiração e digestão, entre outras, e divide-se em Sistema Nervoso Simpático (estimulante) e Sistema Nervoso Parassimpático (bloqueador).
A maioria dos órgãos recebe estímulos tanto do sistema nervoso simpático quanto do parassimpático, e como cada um produz uma resposta diferenciada, a ação deles, em conjunto, possibilita um controle eficaz dos órgãos.
Ao entrar em contato com um agente estressor, o organismo responde, dando início a significativas alterações no Sistema Nervoso Autônomo. Então, Sistema Simpático ativa as glândulas supra-renais e intensifica a liberação de adrenalina, de cortisol total e de cortisol livre. Terminado o contato com o agente estressor, o organismo retoma seu equilíbrio, mas se a exposição ao agente agressor continuar, o cortisol continuará sendo liberado, bloqueando a ação da serotonina, conhecida como "hormônio do bem-estar". Então, o quadro clínico do indivíduo torna-se instável, alternando ansiedade, depressão e insônia. Se isso perdurar, ele se sentirá fatigado e com baixa imunidade, aumentando as chances de contrair doenças.
O organismo pode, ainda, entrar em estado de fadiga crônica. Então, a supra-renal, em exaustão, deixa de responder e ocorre uma queda na produção de cortisol livre, mas continua crescente a liberação de cortisol total. Entre as patologias apresentadas em indivíduos com fadiga crônica, temos as de origem metabólica, como diabetes e obesidade, as fisiológicas, como hipertensão, e as emocionais, como insônia, falta de libido e depressão.
Buscar equilíbrio e coerência entre pensamentos, palavras e ações é fundamental ao controle do estresse. Também é preciso adotar um estilo de vida mais saudável, com alimentação equilibrada, atividade física regular, lazer, relacionamentos saudáveis... Os desafios, assim como o estresse, são importantes, mas você só usufruirá de seus benefícios se souber lidar com eles.
LAIR RIBEIRO é médico cardiologista.
Nesse momento em que o governo tenta aprovar a reforma trabalhista, luta pela explosiva reforma da previdência e patina no desaparelhamento político das repartições públicas, a Câmara dos Deputados trabalha em sentido contrário. Prepara expedientes que reduzem os cargos em comissão do funcionalismo efetivo, trocando-os por contratados sem concurso. A justificativa é que dos 3.124 servidores efetivos, 1719 acumulam funções gratificadas e isso seria um exagero, pois alguns que são chefes de si próprios e outros, mesmo em estágio probatório, já acumulam comissão.
Além dos 3.124 servidores concursados, a Câmara ainda registra em sua folha 11.792 ocupantes de cargos de confiança. Os efetivos recebem salários entre R$ 15.035 a R$ 28.801 mais comissões que vão de R$ 3.500 a R$ 9.430. Os cargo de confiança ganham entre R$ 936 e R$ 18.172. Justifica-se que as mudanças pretendidas não aumentarão o desembolso com pessoal, que permanecerá o mesmo, apenas com nova distribuição.
Quanto à forma de divisão, é poder discricionário da casa legislativa. Mas o valor dos salários pagos, de até R$ 38 mil mensais, é muito diferente do que recebem os trabalhadores brasileiros, mesmo os de boa remuneração no mercado. O número de servidores também espanta. São 14.916, para servirem a 503 deputados, ou seja, quase 30 por parlamentar. Imagina-se que não caberiam no prédio se todos resolvessem, um dia, comparecer à Câmara ao mesmo tempo.
É inegável que o parlamento tem atividades de alta complexidade e exige pessoal para desenvolvê-las. Mas tudo deve ter um limite e guardar certa similaridade com o mercado. Os números relativos ao funcionalismo da Câmara dos Deputados, sem duvida, afrontam o Brasil e a sua massa de empresários e trabalhadores, que pagam os impostos para sustentar as instituições.
Em vez de buscar mais cargos para acomodar seus cabos eleitorais, os parlamentares deveriam ter mais preocupação em conseguir, na medida do possível, desonerar a Casa para torná-la mais compatível com as empresas e instituições que são obrigadas a produzir para obter os recursos que empregam em seu funcionamento e manutenção. Quando o governo pede o esforço do empresariado e da população, os trabalhadores são atropelados pela amarga reforma previdenciária, Brasília deveria também se esforçar e abrir mão de sua condição de ilha da fantasia. Afinal, o seu sustento vem de todos os quadrantes do país. Executivo, Legislativo e Judiciário também precisam cortar as suas gorduras...
DIRCEU CARDOSO GONÇALVES é Tenente da Polícia Militar em São Paulo e dirigente ASPOMIL
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