Opinião Atualizado em 07/03/2017, 20:08
ESPAÇO ABERTO
Quase sempre esquecemos das coisas que realmente são verdadeiras e importantes para nos atirar cegamente naquilo que é desnecessário e, quem sabe até, dispensável. A eterna busca por bens caducos e perecíveis toma maior parte do nosso tempo e apresenta um desgaste emocional muito maior daquele que apresentaria, se adotássemos outro tipo de procedimento ou conduta.
No início deste ano, na esteira de um mês de janeiro, rico em turbulências econômicas, que veio demonstrar a profusão das bênçãos divinas, eis que se avizinha o grande momento de liturgia anual que é o período quaresmal. Tal período, reveste-se de tamanha importância, que seria difícil encontrar, ao longo do ano, época tão propícia para entrar nas sombras das árvores do recolhimento e aí caminhar nas pegadas do Senhor dos Passos, em tempo batismal e penitencial, com o ímpeto e ardor devidos, rumo à Páscoa que simboliza o antegozo da festa da ressurreição, na Jerusalém Celeste.
A cerimônia das Cinzas em nossas frontes sinaliza a sincera resolução de conversão do Coração, a penitência e renovação de vida, com aceitação incondicional daquilo que nos é providenciado por Deus. A Quaresma como resumo da história da Salvação, com seus quarenta dias corresponde não somente ao tempo que Jesus Cristo passou no deserto, após o batismo e antes de iniciar o seu ministério público, como também aos quarenta anos que os filhos da promessa passaram caminhando no deserto, rumo à terra prometida.
A aspersão da Água Benta e a abertura do Mar Vermelho nos remete às graças batismais, assim como o credo apostólico é a profissão batismal da fé e o pai-nosso é a oração do batizado que recebeu o espírito da adoção que nos permite dirigir a Deus como Pai. Por isso, a Quaresma deve ser iniciada com alegria, para nos fortalecer contra o espírito do mal, embora ainda que solto, não há porque o temer.
ABNER DE LIMA BITTENCOURT FERREIRA é tabelião em Bela Vista do Paraíso
A propósito de entrevista publicada neste jornal, ocorre pensarmos o que ainda há por desvendar sobre o cérebro humano. Porque, embora o muito que se sabe e o muito que se desconhece, é cedo para que se afirme tudo conhecer acerca desse complexo mecanismo. Porque - como um primeiro exemplo - a neurociência ainda não se debruçou sobre o estudo da glândula pineal, que é um componente cerebral e tida como um dos pontos da fusão humana ao divino.
Os psicofisiologistas pouco sabem também sobre a linguagem inteira das células do cérebro e o que elas guardam. Se o homem desenvolve o poder da glândula pineal, abre e desperta sua terceira visão e vê além da realidade alcançada apenas pelos cinco sentidos. A neurociência do futuro provavelmente se ocupará dela, da função dos chacras, dos polos direito e esquerdo do cérebro, e se associará aos estudos da ciência não convencional.
O embasamento científico é a ciência da comprovação, mas não pode deter o avanço das verdades transcendentes e nem desprezar as respostas, nesse campo, de outras sabedorias. Estas, em muitos casos, são vanguardistas e têm suas evidências e provas. No caso dos polos, estes também não receberam um lugar na cátedra acadêmica, porque não são palpáveis e então conclui-se que falar deles é crendice popular. O mesmo ocorre com relação aos chacras, localizados em vários pontos do corpo humano, mas monitorados sempre a partir da cabeça.
Voltando à glândula pineal - que é detectável - sabe-se que a ingestão ou inoculação de drogas gera alucinações e desequilíbrios, porque tangem diretamente aquele potente núcleo extrassensorial. Por isso que, sabiamente desenvolvida, essa glândula leva a fantásticas percepções adormecidas que habitam nossa memória remota, e assim processam-se verdadeiras redescobertas da alma.
A ciência materialista da comprovação e a ciência não oficial são duas correntes que não deveriam ser antagônicas, mas complementares. Unidas, elas abririam um mais vasto portal de conhecimento e cessariam o embate que ainda as envolvem.
WALMOR MACCARINI é jornalista em Londrina
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