A arte da conquista

Andando pelas ruas e lojas da cidade, logo se vê quem está motivado e quem não. Pensando nisso, dá para refletir sobre alguns fatores determinantes para o sucesso das empresas. A motivação pessoal, que transparece no ar, a atitude de buscar a melhor venda e a expectativa de se manter um vínculo com o cliente contribuem para o sucesso nos resultados. Logo de manhã, começar o dia "pra cima" é o desafio de muita gente, mas faz muita diferença você distribuir gentilezas como "bom dia", "bom trabalho" e outros elogios mostrando quão importante é cada função desempenhada na sociedade. Essa generosidade vai impulsionar a motivação para se trabalhar melhor e servir o outro com qualidade.
A boa venda está nos detalhes, como contato visual, um sorriso, atenção, respeito à individualidade do cliente e perguntas de discernimento, ou seja, com capacidade de ver além do óbvio, que busquem atender o desejo e o sonho de quem está comprando. Tem estabelecimentos que sempre decoram o ambiente como se fosse uma festa diária, oferecendo cortesias aos clientes. Por outro lado, qualquer deslize pode ser fatal para se perder o encantamento da venda, o que leva, em muitas das vezes, que o consumidor nunca mais volte. Um exemplo é quando se chega numa loja e os vendedores estão conversando ou mexendo no celular e não percebem a presença do cliente. O outro fator é o vínculo que se cria entre vendedor e comprador, em que se pode mostrar preocupação e interesse genuíno. Mostrar prontidão e disposição ao oferecer os produtos e sugerir alternativas objetivas. Usar de empatia e manter o vínculo conquistando o cliente todos os dias, tornando-o especial. Após refletir sobre alguns fatores sobre o relacionamento comercial, conclui-se que não dá para ficar lamentando e reclamando da crise, mas sim, está nas mãos do vendedor e gerentes colocarem em prática a motivação, atitude e estreitar os relacionamentos com o cliente, o que reflete certamente em resultados maiores e maior bem-estar pessoal.

BRUNO FRANCESCO AMORESE é consultor empresarial e motivacional em Londrina




Natal de vendas e casa de Noel

É louvável que se decore a cidade para o período natalino, mas repete-se em Londrina o culto a Papai Noel e o foco apenas no propósito de alavancar as vendas no comércio. No projeto dessa campanha, que tem como palco a Rua Sergipe, não figura alguma decoração com presépios e personagens do célebre nascimento. Pelo que se leu, não haverá nenhuma simbologia do personagem central da maior festa da cristandade: o Menino Jesus, a não ser árvores de natais passados cedidas pela prefeitura. No lugar de uma simbólica manjedoura haverá uma "casinha de Papai Noel". Capitaneada pelas entidades representativas do empresariado comercial e industrial, a ideia da decoração está na função que lhes compete, mas poderia ser feita "uma concessão" à doce criança-símbolo do Natal. A história não se equivocou e não colocou no berço de Belém nenhum velhinho de barbas brancas... Não há mal em incrementar vendas, mas é sem dúvida uma apropriação indevida dar apenas essa finalidade a um momento que deveria ser de homenagem ao Jesus Menino. Do alto da majestade onde ora de encontra, Jesus - ademais padroeiro de Londrina - não se molesta com o que fazem os homens, mas é um descaso não conceder-lhe um lugar nesse programado evento público. E o povo, que se proclama cristão e tanto menciona a palavra Natal, também cultua Papai Noel, leva os filhos pequenos para fazer fotografias com ele representado nos shoppings e lojas, e lhes dão presentes dizendo que são de Papai Noel... Assim, desde cedo, as crianças são induzidas a ignorar o real significado do grande acontecimento da era cristã. Presentear a ser presenteado é bom, fazer a ceia de Natal é um sublime momento de reunião familiar, mesmo em casos de sentidas ausências, mas pelo que se revela, poucos se lembram de, ao menos em instantes, prostrar-se em oração, em louvor e agradecimento. Noel e os figurantes que o representam não têm culpa, ademais recebem um ganho extra, necessário nestes tempos difíceis. Mas Jesus que habita as moradas celestiais não se melindraria se fosse representado nas lojas, ruas e praças saudando as pessoas no Natal. E as crianças certamente se encantariam com a representação do Menino semelhante a elas deitado na manjedoura que lhe serviu de berço.

WALMOR MACCARINI é jornalista em Londrina

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