ESPAÇO ABERTO
Importância do psicólogo
Luciana A. Zanella Gusmão
Você já pensou em procurar um psicólogo? Refutou a ideia rapidamente, pensando... o que alguém estranho a sua vida e seus problemas poderá fazer por você? Afinal, por que procurar um psicólogo? Pesquisas na área da atuação do psicólogo sugerem que os estudantes brasileiros têm buscado o curso de Psicologia por motivos pessoais (autoconhecimento), humanísticos (ajudar pessoas) e os voltados para a profissão, de fato. E os que buscaram esta profissão, tendo em vista os dois primeiros motivos, não a exerceram posteriormente.
Tradicionalmente, os psicólogos têm atuado nas áreas clínica, organizacional, escolar e de docência. Todavia, é possível verificar, nas últimas décadas, que a área de atuação desse profissional expandiu-se também para os âmbitos da política pública, jurídica e comunitária.
Como já dizia um saudoso e inesquecível professor da UEL, docente engajado com a profissão e com a qualidade da formação dos alunos de psicologia, "a psicologia é a profissão do futuro". Há 20 anos, ele já evocava a reflexão acerca das possibilidades de atuação do psicólogo, ressaltando que suas ações vão além da prática clínica.
A atuação do profissional de psicologia está conectada às demandas sociais, políticas e econômicas, contribuindo na qualidade de vida do ser humano, na sua percepção sobre si mesmo e sobre os eventos que vivencia, na sua própria autonomia, na sua capacidade de ser e agir sobre o mundo, modificando-o e sendo modificado por ele.
As atividades profissionais do psicólogo estão disponíveis àqueles que em algum momento da sua trajetória, pessoal ou profissional, estejam deixando de ter qualidade de vida. Dessa forma, se você objetiva conhecer a si mesmo, ampliar suas habilidades nas relações interpessoais ou profissionais, rever o rumo da carreira, aprender a reconhecer e respeitar seus limites, o psicólogo é alguém que você deverá consultar. Certamente, a Psicologia terá muito a fazer por você!
LUCIANA A. ZANELLA GUSMÃO é psicóloga analista do comportamento em Londrina
Pelos de roedores em alimentos
Célio Pezza
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu no mês de julho a venda de um lote de extrato de tomate devido à presença de pelos de roedores (ratos, ratazanas e camundongos) acima do limite máximo permitido. Já tivemos outras marcas penalizadas com o mesmo problema.
O que causa mais espanto nessas notícias é o fato de que a Anvisa permite uma certa quantidade de pelos de roedores e fragmentos de insetos em alimentos. Até 2014, a tolerância era zero para esse tipo de contaminação, porém, a partir da resolução RDC 14/2014, foram estabelecidos limites para essa falta de higiene na indústria.
Veja alguns exemplos do que é permitido por lei:
- Produtos de tomate: 10 fragmentos de pelos em 100 g de produto
- Farinha de trigo: 75 fragmentos em 50 g
- Café torrado e moído: 60 fragmentos em 25 g
- Chá de boldo: 70 fragmentos em 25 g
- Geleias de frutas: 25 fragmentos em 100 g
Quem quiser ver o documento na Íntegra, basta acessar o link do Diário Oficial:
www.procon.sc.gov.br/images/documentos/anvisa-res14.pdf.
De acordo com o conselheiro e ex-presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) dr. Sidnei Ferreira a legislação sanitária não deveria tolerar nenhum resquício de insetos ou pelos de roedores, pois não poderia haver tolerância com a falta de higiene na manipulação e fabricação dos alimentos. Os roedores são potenciais transmissores de doenças e a Organização Mundial de Saúde (OMS) já catalogou mais de 200 doenças transmissíveis por roedores. Já o coordenador do Procon Assembleia, de Belo Horizonte, critica a mudança na legislação. Diz que essa resolução não deveria existir e que um consumidor que encontrar algo dentro do produto que não faz parte da sua composição, tem todo o direito de pleitear uma indenização, pois a empresa tem que prezar pela qualidade do produto, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor.
CÉLIO PEZZA é colunista e escritor em São Paulo
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