O que podemos aprender com a Inglaterra

Assim como milhões de pessoas, fiquei espantado com a decisão democrática do Reino Unido em sair da União Europeia. Em tese, para os britânicos é a garantia de uma autonomia econômica; na prática, em tempos de globalização, o bloco britânico literalmente tornou-se uma ilha. Acredito que os resquícios do protagonismo colonizador – e que restam impregnados no subconsciente de parcela significativa dos ingleses "puros", atingiu o ápice de sua frustração. Recentemente, Londres elegeu Sadiq Khan como o primeiro prefeito muçulmano de sua história. A maioria inglesa que votou em favor do Brexit sente medo do fenômeno de êxodo das populações de países pobres, e a suposta imigração descontrolada em seu território. A concretização dos receios fez aflorar ainda mais o sentimento xenofóbico.
No Brasil, é possível verificar um movimento semelhante em curso, em que grande parte população é mero espectador das inúmeras disputas de polarização política, ética e moral. Diante da crise instaurada no país, as pessoas parecem anestesiadas ao não demonstrarem resignação ou desespero, mas apenas uma crescente frustração. Somos um estado democrático de Direito e, por isso mesmo, as eleições asseguram a nossa representação política através dos eleitos. Mas em um ambiente como esse, qual garantia temos de que os candidatos com um discurso populista e infértil não seja eleito simplesmente por prometer aquilo que o povo quer, mas que por nossa precariedade não é possível instaurar, acaba usurpando a expectativa latente dos eleitores apenas para criar um projeto de poder? A decisão tomada pelo Reino Unido em sair da Comunidade Europeia é democrática, o que legitima a escolha. Porém, o cenário econômico e político é assustador, especialmente porque antes havia apenas o "medo" de perda da soberania, e agora há a certeza de que milhares de ajustes serão necessários para adequar os britânicos à nova realidade. Espero que os eleitores brasileiros sejam mais prudentes nas próximas eleições, pois a História prova que o que é mau pode piorar – e muito.

SEBASTIÃO SEIJI TOKUNAGA é advogado em Londrina




Não estamos sós no Universo Pelas revelações que se conhece, a humanidade ainda não concebe que há povoações habitando os diferentes mundos que nos cercam e que interagem conosco. Ou o Criador teria operado em vão ao inundar o cosmo com quintilhões e quintilhões de sóis, planetas e outros corpos celestes bailando no espaço. Imaginar que este minúsculo orbe em que habitamos seja o único ponto povoado da majestática dimensão universal é sem dúvida um marco de obscurantismo da população terrena.
Todos temos origem extraterrestre, eis que a essência primordial que carregamos em nós, e cuja idade se desconhece, não foi gestada em ventre materno. Buda, Jesus, Maomé - os três mais conhecidos avatares da atualidade - eram egressos de dimensões estelares, e aqui aportaram para a missão que todos conhecemos. Os denominados semeadores de vida e os primeiros habitantes evoluídos desta morada terrena tiveram sua origem primeira em diversos pontos do Universo. Muitos chegaram por degredo, transportados em corpos físicos, e tantos outros por via de nascimentos normais, pela miscigenação de raças terrenas e alienígenas afins.
As divindades que veneramos não são concebidas pelo homem como habitantes comuns sediados em pontos diferentes do cosmo e com maior ou menor grau evolutivo, formando diferentes legiões e com missões distintas. É um conceito curto e estreito o de que só existem "Terra, Céu e Inferno" e nada mais a não ser planetas nus e sóis iluminando-os inutilmente... O processo de entendimento destas realidades dimensionais é lento e gradual, até porque revelações abruptas levariam multidões despreparadas a descontrole e até à loucura. Por isso as hostes de benfazejos extraterrestres (que no passado eram denominados deuses e, hoje, preferimos denominar anjos e santos e outros mestres ascensos, ou simples coirmãos humanos do espaço) não se expõem abertamente, embora atuantes por múltiplos procedimentos.
As religiões tradicionais não demonstram interessar-se pelo estudo de revelações novas, que chegam pela palavra de seres cósmicos superiores, oriundos de outros mundos, em dimensões iguais à nossa, ou inferiores, ou bem mais elevadas do que as fontes mediúnicas das primeiras estalagens de nossa caminhada após o desenlace carnal. Nada disto invalida a fé dos fiéis, mesmo que cativos de alguns dogmas eclesiais, mas há vastos portais abertos para avanços significativos e expansão do entendimento e da espiritualidade.

WALMOR MACCARINI é jornalista em Londrina

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