ESPAÇO ABERTO
Roleta russa
Sylvio do Amaral Schreiner
Nos grandes centros urbanos a brincadeira da roleta russa está se tornando corriqueira entre os jovens. Tradicionalmente esse jogo é quando alguém deixa apenas um bala no tambor do revólver e a pessoa sem saber em qual vez o tiro irá se dar puxa o gatilho. Se a bala sair a pessoa morre, senão ela fica "aliviada" com sua boa sorte. Só que atualmente essa brincadeira está mudada.
Hoje em dia há jovens que estão convidando outros em que um tenha o vírus HIV, mas ninguém sabe quem. Combinam uma orgia e nela cada um escolhe seu par e transam sem o uso de preservativo. Depois da festa, o "barato" segundo esses jovens, é irem fazer exames para detectar se alguém, entre eles, pegou o vírus. Pois bem, isso vem sendo encarado como diversão.
Essa atividade nada tem de diversão, mas de loucura. É puro impulso destrutivo. Esses jovens não têm uma consciência de si, do corpo e da vida. Suas mentes são muito precárias. Vivem através das reações biológicas, porém não possuem capacidade para pensar. É um fato que não nascemos humanos, mas nos tornamos humanos à medida que fazemos uso da mente. Esses jovens têm corpos e cérebros, mas não mente.
Por que alguém participaria de uma loucura dessas? Em primeiro lugar eles não concebem tal coisa como loucura. Eles sabem dos perigos, de uma maneira mais racional, mas não compreendem o que significa se colocar em perigo. Já que não têm mente, não há como possuir uma identidade, uma consciência do próprio corpo e do que é lidar com consequências. O fato de que já não são mais crianças não implica que sejam maduros. O desenvolvimento psíquico ficou comprometido e ainda por ser construído.
Em segundo lugar há o prazer embutido nesse jogo. Nem todo prazer é bom e muitos deles devem ser evitados. O prazer, nesse jogo, é sentir as fortes emoções e o alívio, quando é o caso, de se perceberem não infectados. A vida mental está reduzida a prazeres brutos e intensos. É grave e sério e só nos mostra o quanto a falta da mente nos coloca em risco e em uma vida empobrecida.
SYLVIO DO AMARAL SCHREINER é psicoterapeuta em Londrina
Assistência extrafísica ao Alzheimer
Walmor Maccarini
Não é um fenômeno estranho que seres de luz dos planos superiores enviem mensagens de orientação e alento a sensitivos terrenos, pela causa de proporcionar benefícios à humanidade. É um procedimento que ocorre por via da psicofonia ou pela intuição. Uma dessas mensagens trata do mal de Alzheimer um doença crônica incurável quando em adiantado estado e responde à pergunta de como se comporta o espírito dessa pessoa, que passa a ter uma vida praticamente vegetativa, por entrar em estado de debilidade da memória. Uma resposta tranquilizadora que tais mensageiros nos dão é que, enquanto o portador desse problema dorme, sua essência ingressa no reino etérico, e ele é assistido, e nessa condição entende tudo claramente.
O sono profundo é literalmente uma fuga do domínio físico. O corpo separa-se do espírito e alça voo. Isto acontece com todos nós, e nesse nível transcendente sempre se sabe o que está acontecendo. Tudo o que ali vê e aprende, o espírito armazena, e nada se perde, embora a memória física disso não se lembre, apenas guardando uma vaga intuição. No caso do Alzheimer, devido à função reduzida do cérebro, a alma liberta da fisicalidade adquire uma capacidade maior de adiantar-se e, portanto, ativa sua consciência.
A doença não se inicia com uma depressão não tratada, mas pode ser um sinal inicial de desequilíbrio, ao qual é preciso ficar atento. Com a ministração dos nutrientes apropriados, quando o mal está em estágio inicial recomenda a mensagem o paciente pode recuperar-se.
No estado transcendente, a parte suprafísica do doente de Alzheimer fica mais aberta à presença de entidades que seriam como guias sempre disponíveis a fornecer-lhe assistência e elucidações. A ausência de grande parte da atividade mental normal permite à essência individual tornar-se mais ativa. Portanto, a natureza firme e indestrutível da alma possibilita ao paciente, nesse estado de sono profundo, não apenas ver mas comunicar-se com seus orientadores espirituais.
WALMOR MACCARINI é jornalista em Londrina
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