O calor está de matar

Vejo pessoas reclamando do atual clima londrinense e de outras regiões também, de doenças relacionadas à baixa umidade do ar e muito cansaço. Cada vez mais pessoas reclamam da alta na energia, pois está caro termos piscina e ar-condicionado sempre à disposição, que absurdo esse preço! Concordo que os valores das contas são altíssimos e abusivos para a população, mas o foco de minha crítica é que muitas pessoas não enxergam que essa atual condição climática remete a um descaso imenso das populações acerca do cuidado com o nosso planeta. Nossa preocupação é apenas exploratória, não há harmonia.
As práticas sociais que se voltam para a sustentabilidade e educação ambiental são apenas do tipo: "Vamos reciclar! Não demore no banho, hein! Trouxe os rolos de papel higiênico para a aula de artes, Pedrinho"? Nos mostramos presos em soluções pequenas que camuflam riscos maiores para a população, como é esse calor insuportável, o qual também se camufla na compra de um bom ar-condicionado e em usar a piscina do condomínio, pois você paga por ela todo mês. Nossa sociedade está afundada em uma educação ambiental precária, na qual tudo aquilo que paga mais, vale mais. As empresas abusam do meio ambiente para produzirem mais, mas está tudo bem porque ela gera lucros, os quais sustentam famílias que pagam a prestação de seus ar-condicionado com esse dinheiro.
Nosso bem maior que é o planeta e nossa natureza única e rica, se esvaem entre nossos dedos. E este calor é um exemplo do preço alto que pagamos por nossa alienação, comodismo e desleixo com o nosso planeta.
O governo e as instituições sociais devem se renovar e oferecer um novo viés mais rico e conciso sobre o que é educar ambientalmente, reescrever as formas de pensar e enriquecê-las. Monitorar a sociedade atual com leis e imposições que protejam o meio ambiente e estruturar as novas gerações, as crianças, com conhecimento rico em cidadania e respeito. Dessa maneira, teremos a perpetuação de um ciclo virtuoso e harmonioso entre o homem e a natureza. Se água acabar, como encheremos nossas piscinas? Sem água, como viveremos?

NATÁLIA WOITAS é mestranda em Gestão de Organizações em Administração pela Universidade Estadual de Londrina



Cientistas e a requisição de provas

Os cientistas no geral só se estribam em provas, e alguns deles, como não podem comprovar Deus segundo suas coordenadas, o negam e se revelam ateus. Recentemente, foi o caso do biólogo inglês Richard Dawkins, vigoroso defensor do ateísmo, que falou disto à revista Veja. Na mesma publicação, outro cientista renomado, o astrofísico norte-americano Neil Tyson, declara que não vê evidência da existência de Deus. Eles sabem que o Universo é um sistema sabiamente ordenado e sincrônico, mas parecem não admitir que uma regência inteligente o movimenta e que tudo o que enxergam em seu redor e na imensidão conhecida do espaço cósmico seja a comprovação que requisitam. E, como tantas pessoas, Neil Tyson faz estas inocentes indagações: "Se Deus é o senhor de todas as coisas, por que deixa que pessoas sejam atropeladas nas ruas", "Por que permite que uma criança morra de leucemia", "Por que faz vistas grossas diante de furacões e vulcões que matam milhões"?
Tyson, por não incursionar por campos do transcendente e fixar-se apenas na ciência convencional e na doutrina materialista da comprovação, não conhece a lei do livre-arbítrio dos homens instituída pelo Supremo Legislador. Deveria saber que os males que ocorrem aos habitantes deste mundo são resultantes das leis naturais e gerados pelo próprio homem; que este planeta é um organismo vivo, portanto, sujeito a vulcões, tsunamis e furacões; e que este lugar que habitamos é um campo de provas, que nós próprios escolhemos para nosso avanço evolucionário, sabedores que já éramos de todas as tribulações inerentes a esta dimensão.
Tyson, Dawkins e tantos de seus colegas talvez não saibam que estão aqui por idêntica razão e para introduzir melhorias neste mundo ou estimular (pela contrariedade) grandes debates e robustecer convicções. Ao menos Tyson admite que haja formas de vida semelhante à nossa fora da Terra. Certamente, tenha obtido comprovação disto. Mas que desconhecida inteligência teria gerado essas civilizações fora do nosso planeta? E a nossa? É irracional crer que a realidade das coisas da Terra e dos céus tenha se plasmado por um fortuito acaso.

WALMOR MACCARINI é jornalista em Londrina


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WALMOR MACCARINI é jornalista em Londrina

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