Opinião Atualizado em 02/09/2015, 23:00
ESPAÇO ABERTO
Inaugurada em 1889, a República brasileira permite que façamos um balanço sombrio de sua história. O país alterna crises institucionais: seis golpes de Estado, frequentes estados de sítio, nove eleições indiretas para presidente, cinco presidentes depostos, três presidentes eleitos e impedidos de assumir, seis Constituições (talvez sete, caso levemos em consideração a Emenda de 1969 que anulou a Constituição de 1967), uma fase parlamentarista, um impeachment presidencial. Após 1930, apenas sete mandatos foram concluídos integralmente: Dutra, Kubitschek, FHC (eleito e reeleito), Lula (eleito e reeleito) e Dilma (eleita e recentemente reeleita).
Na trajetória de nossa República, os interesses da maioria da população quase sempre foram relegados, prevalecendo a orientação política ditada por uma minoria que, através do regime, atende às suas vontades, beldades e proveitos.
A fase mais emblemática do período republicano foi estabelecida através do golpe de 1964 quando, durante mais de 20 anos, o país esteve submetido ao arbítrio do Estado policial militar que, em nome da segurança interna e do desenvolvimento econômico, abdicou da soberania nacional e suprimiu direitos fundamentais, concentrando renda e dilapidando recursos públicos. A transição democrática, patética: desde a agonia até a morte de Tancredo, passando pelo governo do ex-partidário do regime militar Sarney e pela eleição do aventureiro Collor, que submergiu o país no desconcerto administrativo, transformando o Planalto no covil de uma quadrilha. No sucesso do Real, a dupla Itamar/FHC debelou a inflação acentuando, porém, o desmonte do Estado brasileiro e elegendo o mercado como espaço soberano que norteia todos os labirintos da economia. Com Lula, uma esperança, porém, para então petistas bem-intencionados como eu, a frustração.
O que assistimos hoje já não assusta tanto (com exceção da perda de valores). Pelo menos para quem viveu as últimas três décadas. Nem mesmo os Cunhas, os Renans, os Janenes (se bem que o José parece insuperável), os Betos e as perdições de Dilmas podem nos tornar apocalípticos. É como se estivéssemos vacinados. Triste submissão e pobreza. Pública e pessoal.
Nunca tantos choraram tanto com a morte da princesa Diana, ocorrida 18 anos atrás no dia 31 do mês de agosto. Uma comoção envolveu naqueles dias toda a população terrestre, como nunca antes ocorrera com uma personalidade mundial. Pouco importam os altos e baixos das relações afetivas da princesa e sim sua radiância feérica e a relevância de sua missão. Porque ela migrou voluntariamente do reino das fadas com o fim de pavimentar o caminho para que outros seres de seu mundo encarnem na Terra. Dessa forma, ela deu sua contribuição para processo, lento e gradual, de unificação da consciência planetária. Ela veio muito assistida nessa missão.
E por que a Terra? Porque em eras do passado distante as fadas e seus pares já habitaram este lugar e porque muitos de nós trazem a memória remota de haver habitado o reino das fadas, além de outros lugares dentre "as muitas moradas da casa do Pai". Se tais moradas existem, os seres que nelas habitam interagem, obviamente. Diana, que imperou como princesa de Gales, teve como missão iniciar o processo de recuperação dessa memória.
Crianças oriundas desse reino já devem estar nascendo na Terra, e elas trazem em sua essência grande potencial de luz e sabedoria. Por que as histórias de fadas povoaram nossa mente juvenil e tanto nos fascinaram? Porque os contos de fadas não são lendas, mas lembranças sutis de remotas realidades vividas.
O denominado reino das fadas - uma das inumeráveis dimensões cósmicas - contém alguma essência do mundo humano, e este ponto do Universo que ora habitamos possui algum aspecto do mundo das fadas. Mas não só esse reino, porque são muitos os seres de outros planos dimensionais que têm vínculos com a Terra, assim como nós temos com eles, porque não somos apenas deste lugar e não somos de agora. A morte prematura de Lady Di estava preestabelecida, eis que sua refinada essência não poderia permanecer mais tempo nesta dimensão.
WALMOR MACCARINI é jornalista em Londrina
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