Amamentação e trabalho


Se todas as crianças fossem exclusivamente amamentadas com o leite materno durante os seis primeiros meses de vida e continuassem a recebê-lo até os dois anos de idade, quase um milhão e trezentas mil delas poderiam ser salvas todos os anos e outros milhares cresceriam mais saudáveis em todo o mundo.
Os direitos da mulher trabalhadora que amamenta, na realidade, não é um direito dela. Antes de tudo é um direito das cidadãs e cidadãos menores de dois anos de idade de serem saudáveis, como prevê o Artigo 227 da Constituição brasileira, que estabelece ser dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, entre outros, o direito à vida, à saúde e à alimentação.
Para combater doenças consequentes à nutrição inadequada em crianças com menos de dois anos de idade, a prática do aleitamento materno deve ser incentivada e protegida. Essa é uma atitude que resultará em benefício para todos, como a economia com medicamentos, exames e internações, e mais ainda – a mãe que amamenta, deste modo dando-lhe carinho e proteção, oferece um importante fator para o desenvolvimento da inteligência emocional da criança, que aprende a regular as emoções em si próprio e nos outros e, desse modo, tornar-se pessoa com qualidades de relacionamento humano, como afabilidade, compreensão e gentileza, que têm mais chances de obter o sucesso.
Para as empresas, para a sociedade e para o Estado, assegurar o aleitamento materno até os dois anos de idade não é uma despesa, mas um investimento, pois promove a criação de cidadãos mais saudáveis e mais aptos para contribuir na construção de uma sociedade melhor.

MÁRIO ROBERTO HIRSCHHEIMER é presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo



O poder da educação no campo

Vivemos em uma era na qual um dos grandes desafios no campo é a educação e comunicação em prol da sustentabilidade e segurança. Mas como fazer crescer a conscientização, força motriz do desenvolvimento sustentável? No Brasil, temos grandes exemplos entre ações de marketing das grandes companhias, que conquistam engajamento e promovem o conhecimento junto aos colaboradores do campo. Nesse cenário, o marketing rural surge como peça importante na engrenagem voltada para a conscientização dos trabalhadores. Requer investimentos de grandes proporções, é preciso considerar, mas em contrapartida também consolida as companhias. Uma via de mão dupla com papel educativo.
Há décadas existem bons exemplos de ações privadas que levam capacitação e treinamento aos produtores do país, promovendo um olhar atual sobre segurança e tecnologia. Falamos aqui desde ações pontuais das companhias, como projetos de formação como Formação de Montadores (promovido para capacitar jovens), Aplique Bem (treinamento de aplicadores de defensivos), Pequenas Histórias de Plantar e Colher (projeto para crianças), Certificação Aeroagrícola (curso para aplicação de defensivos por via aérea), Plantando o 7 (teatro infantil), Planeta Faminto (websérie sobre agricultura), Desafio 2050 (sobre segurança alimentar), entre outros. Com elas, conquista-se engajamento dos colaboradores do campo e até mesmo das crianças, que disseminam o aprendizado nas famílias.
Agora, temos mais canais para isso. As redes sociais permitem a disseminação das campanhas também para a população urbana, por vezes dominada pelo senso comum e com pouco conhecimento sobre a realidade rural. Mais uma vez, as empresas de agronegócio entraram no jogo, com páginas, vídeos e fóruns. A parceria com as redes sociais e diversas mídias é essencial para educação e conscientização na área de tecnologia, segurança alimentar e, claro, sustentabilidade, sem deixar de lado gestão de pessoas. É o marketing agindo em prol da educação e do desenvolvimento.

JOÃO REBEQUI é presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

■ Os ar­ti­gos de­vem con­ter da­dos do au­tor e ter no má­xi­mo 3.800 ca­rac­te­res e no mí­ni­mo 1.500 ca­rac­te­res. Os ar­ti­gos pu­bli­ca­dos não re­fle­tem ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião do jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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