Opinião Atualizado em 29/07/2015, 23:00
ESPAÇO ABERTO
O agronegócio é a atividade mais representativa da economia brasileira, sendo responsável por aproximadamente 25% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, ou ¼ da soma de toda renda gerada no País, passando de R$ 1 trilhão. Mesmo perante o cenário de retração econômica, o segmento deve encerrar 2015 com avanço de 2,8%, segundo previsão do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada. O setor encontra dois desafios duros pela frente: manter o excelente desempenho para impulsionar o crescimento do Brasil e ser o principal responsável pelo aumento da produção global de alimentos nas próximas décadas, atendendo à demanda de uma população crescente, que deve ultrapassar a marca de 9 bilhões de pessoas em 2050, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.
Para isso, é primordial aproveitar cada metro quadrado de área cultivada a fim de eliminar desperdícios, proporcionando ganhos de produtividade, redução de gastos e diminuição do impacto ambiental decorrente da atividade agrícola. Produzir mais em uma mesma parcela de terra será fundamental no curto, médio e longo prazo por meio do desenvolvimento de culturas mais eficientes contra pragas, doenças e adversidades climáticas, e da tecnologia, aliada de peso dos agricultores que ganha cada vez mais força no campo. A evolução dos equipamentos de alta precisão tem sido fundamental para ajudar os produtores a automatizar e otimizar o manejo nas lavouras, sendo indispensáveis para se obter informações detalhadas que contribuem para melhorar os processos agrícolas. Esse avanço não contempla apenas máquinas de grande porte como acreditam muitos que atuam fora do setor, mas também aparelhos menores com tecnologia de ponta e programas de dispositivos móveis, por exemplo. Portanto, é fácil observar que a revolução verde atravessa uma nova etapa na qual a tecnologia deve ser cada vez mais utilizada por toda cadeia produtiva do agronegócio.
ROBERSON MARCZAK é mestre em Engenharia Elétrica em Londrina.
Que as mudanças são inevitáveis é impossível discordar. Em determinados momentos, um fato ou uma decorrência deles faz nosso contexto se desmontar, e é preciso refletir sobre comportamentos e redirecionar objetivos. O desconhecido incomoda, provoca insegurança e suscita a resistência até o momento em que se torna inevitável se adaptar e aceitar o novo. Porém, até se atingir essa consciência, muitos se desgastam, perdem energia, destroem reputações e podem por em cheque suas competências. Diminuir ou amenizar os traumas que o processo de mudança pode causar é um dos desafios exigidos das atuais lideranças. É responsabilidade do líder se preparar para coordenar uma equipe ante uma mudança e extrair o melhor desta experiência.
Sim, autoconhecimento é essencial. A maior parte dos comportamentos de resistências e insegurança no ambiente organizacional são reflexos dos direcionamentos e pontos de vista que o gestor transmite ao enfrentar ou se referir às mudanças. O líder que se conhece e compreende como se posicionar em situações de mudança passa a administrar e controlar melhor suas atitudes e o aspecto emocional, ocasionando menos influências negativas em sua equipe. Outras ações e atitudes (não menos importantes) são esperadas de um líder durante o processo de mudança: o esclarecimento de propósito da mudança, o acompanhamento e apoio nos momentos difíceis, esclarecimento de dúvidas e comunicação clara.
A equipe precisa sentir que o líder está ao lado e que é transparente com as informações transmitidas. O propósito da mudança precisa ser sempre reforçado, os pequenos avanços reconhecidos e recompensados para que, durante a fase de maior dificuldade, seja possível se apoiar nas melhorias e benefícios que o novo proporcionará. A experiência positiva ao final de um processo de mudança potencializa, incentiva e facilita futuras mudanças. Se a cultura organizacional se define a partir das lideranças, é imprescindível que os comportamentos de resiliência, reconhecimento, assertividade e segurança sejam desenvolvidos e propagados por seus líderes.
CAROLINE ZUCCO é analista de Educação Corporativa em Londrina.
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