ESPAÇO ABERTO
PUBLICAÇÃO
domingo, 08 de março de 2015
Amália Clivati, Ana Paula Cavalheiro, Jéssica Cardoso, Thássia Rocha e Ednéia 
A endometriose é uma doença que causa um crescimento anormal do endométrio, o tecido que reveste o interior do útero, podendo atingir as trompas, os ovários e até outros órgãos, como o intestino e a bexiga. Atinge atualmente cerca de 6 a 7 milhões de brasileiras, mas esse número pode ser maior, uma vez que, em muitos casos, ela pode ser assintomática.
Alguns sintomas são: cólica menstrual e dor durante a menstruação (dismenorreia), sendo considerada um dos mais frequentes sintomas da endometriose; dor crônica ou acíclica, que persiste por mais de seis meses e não é associada ao período menstrual; dor durante e após as relações sexuais (dispareunia); alterações intestinais ou urinárias durante a menstruação; dificuldade para engravidar; sensação de cansaço e exaustão.
O diagnóstico se inicia com a avaliação clínica, realizando-se o levantamento dos sintomas relacionados, seguido do exame físico, através do exame do toque vaginal e o exame laboratorial, com métodos de imagem, que buscam identificar a doença através de ultrassonografia e ressonância magnética.
Quanto aos hábitos de vida associados à endometriose, um estudo publicado por Vila, Luc Vandenbergue e Silveira, em 2010, aponta algumas semelhanças quanto aos hábitos de vida de algumas mulheres diagnosticadas com endometriose, tais como: sedentarismo, tabaco, consumo de álcool, vida estressante e agitada e contato com substâncias tóxicas, mesmo em pequena quantidade, como água sanitária, desinfetante, soda cáustica, etc. A maioria das mulheres também não ingeriam muitos alimentos com vitamina C, vitamina E e fibras. Em outro estudo realizado com mulheres diagnosticadas com endometriose, a maioria relatou não seguir uma dieta balanceada e poucas realizam atividades físicas. Momentos de lazer com família e amigos foram considerados raros pela maioria.
Assim, destacam-se alguns hábitos de vida que podem contribuir para prevenir e/ou amenizar os sintomas: manter uma alimentação saudável e equilibrada, podendo ser benéfico a inclusão de alimentos ricos em fibras, em vitamina C e em vitamina E; prática regular de atividades físicas, o que pode ajudar não apenas na prevenção da endometriose, como também na prevenção de outras doenças, uma vez que os exercícios físicos, quando realizados regularmente, melhoram o sistema imunológico; na hora de realizar a limpeza da casa, utilizar luvas para que se evite o contato direto com produtos como água sanitária, desinfetantes e outros produtos químicos utilizados que, mesmo em pequenas quantidades, podem fazer mal à saúde e também podem estar relacionados à endometriose e, por fim, a inclusão ou aumento de atividades de lazer, que podem contribuir para a melhoria na qualidade de vida em geral.
AMÁLIA CLIVATI, ANA PAULA CAVALHEIRO, JÉSSICA CARDOSO e THÁSSIA ROCHA são estudantes e EDNÉIA HAYASHI é professora de Psicologia na Universidade Estadual de Londrina
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