Opinião Atualizado em 19/02/2015, 00:01
ESPAÇO ABERTO
Tanto o pessoal da ativa quanto os inativos não podem adotar posturas contemplativas diante da vontade do governo em decretar a morte da ParanaPrevidência. Pelo projeto de lei enviado à Assembleia Legislativa, que unifica os dois principais fundos (previdenciário e financeiro) do órgão, o que se pretende é permitir que o Poder Executivo faça uso da poupança de R$ 8 bilhões dos futuros aposentados, comprometendo-a com o pagamento dos servidores inativos de hoje.
Como bem se posicionou o ex-diretor presidente da Paranaprevidência Jayme de Azevedo Lima
no artigo "Governador tenha bom senso e salve a previdência estadual" (Espaço Aberto, 13/2), a proposta do governo de apropriar-se de recurso do servidor público estadual é ilegal e inconstitucional, pois configura um assalto ao bolso dos servidores ativos e inativos que há muitos anos contribuem mensalmente para a formação do fundo da Previdência.
Renato Follador, um dos idealizadores da ParanaPrevidência, é outra autoridade no assunto que se manifesta contrariamente ao interesse do Executivo na fusão dos fundos, porque vai comprometer as futuras aposentadorias com uma solução rasteira como essa apresentada. Ele enxerga um futuro sombrio porque ao usar a contribuição dos servidores para pagar a despesa corrente com inativos o governo vai reproduzir no Estado o modelo do famigerado INSS. A consequência é que o valor das aposentadorias vai diminuir ano a ano. É oportuno lembrar que na década de 70, a aposentadoria chegava até 20 salários mínimos; na década de 80, o valor caiu para 15 salários; na década de 90, os benefícios chegavam a 10 salários mínimos no máximo; na década de 2000, passou-se a pagar 7,5 salários mínimos, e hoje nenhum aposentado ganha mais de 5,9 salários mínimos.
Todos nós, servidores públicos estaduais ativos e inativos, precisamos estar atentos e mobilizados para manter a Paranaprevidência porque o servidor precisa continuar tendo direito a uma aposentadoria digna. A aposentadoria não pode ser um passaporte para a pobreza.
CLAUDINÊ DE OLIVEIRA é servidor público estadual em Apucarana.
"Sou um homem da ciência, mas me considero hoje uma pessoa espiritual, sem me filiar a nenhuma religião." Palavras de Edwin Aldrin, um dos astronautas que pisaram na Lua. Hoje com 84 anos, ele declara que depois de haver regressado à Terra conheceu muitas filosofias e leu muitas outras coisas que lhe deram um mais vasto conhecimento. "Não sou mais o mesmo homem" - ele diz.
Aldrin frequentava os cultos de uma congregação presbiteriana, no Texas, e fazia leitura da Bíblia nos cultos dominicais. Uma série de reveses o levou ao alcoolismo e à depressão. Ele terminou um casamento de 21 anos e sofreu penosamente pelo suicídio da mãe. A recuperação do vício e do estado depressivo o aproximou de "gente que tinha uma visão mais aberta sobre as divindades e sobre um poder superior, sem categorizar uma religião específica". Ele diz que se antes era ligado a uma igreja, passou a enxergar a religiosidade de uma maneira diferente, enquanto sua espiritualidade evoluía.
Há tempos, neste espaço e nas redes sociais, venho escrevendo que religiosidade não é o mesmo que espiritualidade. Porque uma religião regulamentada se estriba nos fundamentos de um sistema de crença, enquanto a espiritualidade é um estado de comunhão com Deus, independendo de filiação religiosa. A religião segue ritos e professa a obediência a normas de sua corporação eclesial, já o alcance da espiritualidade - uma redescoberta da alma - é um estado de transcendência que nos conecta diretamente à fonte do Divino Poder Criador. E ali nos sentimos integrados a essa realidade.
Imagino que o fantástico experimento do astronauta ao deslocar-se pelo espaço desconhecido, pisar no solo lunar e ver a Terra de um ponto tão distante e inusitado, contribuiu fortemente para robustecer nele a iluminação e expandir seu horizonte espiritual!
WALMOR MACCARINI é jornalista em Londrina.
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