Opinião Atualizado em 06/02/2015, 00:01
ESPAÇO ABERTO
A alta carga tributária é um atentado contra a economia, o mercado de trabalho, o crescimento do PIB e os investimentos (só o Brasil, no mundo civilizado, pratica o terrorismo de taxar o capital empreendedor). Sócios, gestores ou funcionários, nas organizações de todos os setores em nosso país são vítimas do radicalismo dos impostos, reféns de um sistema que não oferece alternativas: temos de pagar para manter vivos os negócios e recebemos quase nada em serviços de qualidade na saúde, educação, segurança pública e outros itens de responsabilidade do Estado.
É assustador ouvir reiteradamente do novo ministro da Fazenda que os ajustes de impostos são indispensáveis para recompor a poupança nacional. Não seria mais eficaz aprofundar os cortes nas despesas públicas para chegar ao equilíbrio fiscal sem onerar mais uma sociedade que pagou 36% do PIB em impostos em 2014?
São louváveis as propostas da nova equipe econômica quanto aos rumos da economia e à correção dos problemas que, na gestão anterior da presidente Dilma Rousseff, abalaram a confiança dos investidores, feriram a credibilidade do governo e provocaram crescimento quase zero do PIB. O mais grave deles - o desequilíbrio fiscal - exigiu prestidigitação contábil e uma inusitada manobra política no Congresso para rubricar o deficit, fechando-se o ano com o melancólico anúncio de que não houve superavit primário.
É intolerável que os ônus dos equívocos da gestão econômica acabem sempre recaindo sobre os contribuintes. Em 2014, nosso povo recolheu mais de R$ 1,7 trilhão em impostos e, conforme apurou o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, tivemos de trabalhar 151 dias somente para pagar essa dinheirama aos cofres da União, estados e municípios.
A cadeia produtiva do papel e da comunicação impressa, defensora da liberdade de imprensa, enlutou-se e se fez Charlie, ante o inaceitável ataque terrorista à revista satírica francesa; como participante do sistema produtivo, soma-se agora à indignação de toda a sociedade brasileira frente a um modelo tributário que conspira contra o investimento, o emprego e a qualidade da vida.
FABIO ARRUDA MORTARA é coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem da Fiesp.
A expansão da internet tem desafiado empresas, governos e entidades de regulamentação na proteção contra crimes cibernéticos. Discussões em âmbito mundial sobre neutralidade, espectro radioelétrico e cybersecurity tendem a permanecer definitivamente na agenda dos players do mercado. Tais debates acirraram o desenvolvimento da internet das coisas, na qual eletrodomésticos, veículos automotores, gadgets e muitos outros dispositivos poderão se comunicar via internet, aumentando drasticamente a quantidade de endereços e transações na rede.
Para atender à demanda de usuários no acesso de arquivos em qualquer parte ou hora, serviços de clouding computing (computação em nuvem), tem crescido não somente no ambiente doméstico, mas também no ambiente corporativo. Com o intuito de formar uma aliança mundial de combate aos hackers desde 2010, a União Internacional de Telecomunicações tem promovido fóruns para debates políticos e ações conjuntas - além de articular em todos os continentes as ações de treinamento de boas práticas no combate aos hackers - envolvendo os fabricantes de hardwares e softwares, academia e governos.
O trabalho de incremento em políticas de segurança na web é multidisciplinar. Na área técnica, pode ser reforçada com softwares específicos e conscientização dos usuários sobre ações que devem ser evitadas. Na web e na área jurídica, podem ser combatidos com regulamentação específica e criação de agências privadas de segurança como a International Multilateral Partnership Against Cyber Threats, que trabalhará em conjunto com agências públicas, como a Interpol. Também faz parte também da Agenda de Segurança na Internet da UIT, a promoção de mecanismos jurídicos que permitam processar hackers em um número cada vez maior de países, haja vista que em muitos deles não há tipificação legal para os cybercrimes. Dentre os programas específicos, merece destaque o Programa de Proteção às Crianças, desenvolvido em parceria com as Nações Unidas com o fito de promover um ambiente mais seguro.
DANE AVANZI é advogado e vice-presidente da Associação das Empresas de Radiocomunicação do Brasil.
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