Opinião Atualizado em 29/01/2015, 00:01
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Jadson p. Molina 
O que significa ser compulsivo? De acordo com a definição dos dicionários, trata-se de pessoa "que não se consegue conter ou a que não se consegue resistir". O consumidor compulsivo é aquele que se agrada não com o objeto da compra, mas com a ação de comprar em si. Adquire qualquer produto, mesmo que não tenha nenhuma utilidade, deixando-o muitas vezes abandonado logo que chega em casa. O ápice da realização está justamente no ato de adquirir, pois é isso que lhe traz satisfação. A compra compulsiva pode ser comparada a um vírus, que se dissemina por meio da evolução do mercado capitalista, utilizando-se dos mais diversos meios de marketing e estímulos à compra, que são veiculados em diversos meios de comunicação. O objetivo claro é estimular a compra, provocar quase um induzimento ao ato de comprar.
O grande problema é quando o prazer da aquisição foge do controle, transformando-se em uma doença. O consumidor compulsivo realiza reiteradas compras, adquire produtos sem nenhuma utilidade ou necessidade. Ao comprar sem pensar, o consumidor não raras vezes se vê em um verdadeiro emaranhado de dívidas, extrapolando seus limites orçamentários. Vivencia um verdadeiro transtorno.
A oneomania deve ser tratada como uma doença do mundo moderno, acompanhando o desenvolvimento acelerado da relação de consumo imposta pelo mercado. Dessa forma, deve ser prevenida com adequada orientação a todos os consumidores, especialmente às crianças e jovens, que são ainda mais vulneráveis ao mercado.
A prevenção está ligada ao senso de necessidade daquilo que lhe é oferecido. Um autoquestionamento é indispensável e deve ser sempre praticado pelo consumidor, com simples perguntas: preciso desse produto? vai ser útil? posso pagar por isso? Se a resposta for positiva, a compra de maneira geral será consciente, vá em frente. Agora, se houver dúvida, o bom mesmo é aguardar e pensar melhor.
Ao ser reconhecida como uma doença, a oneomania deve ser tratada mediante acompanhamento terapêutico, possibilitando ao consumidor uma readequação de suas atitudes frente ao mercado de consumo.
JADSON P. MOLINA é advogado especialista em direito do consumidor e direito bancário em Londrina.
Todos sabemos que o corpo carnal é uma vestimenta de duração temporária, mas não podemos deixar de zelar por ele até que se vençam seus dias. Nossa realidade fundamental não é a que vemos ao nos mirar no espelho e sim a invisível, que é a nossa essência primordial. O que enxergamos em nós com os olhos físicos não é o real, mas o passageiro, mesmo contabilizando milhões de anos de sucessivas passagens pela fisicalidade em corpos e circunstâncias diferentes.
Nessas vivências estamos em estado de morte, portanto, de limitação. Eis que sem a ajuda de algo mecânico ou de instrumentos, só nos movemos pelos nossos passos, às vezes cambaleantes; enxergamos e ouvimos só até curta distância, nossa voz natural não vai longe; sem o oxigênio, a água e o alimento não sobrevivemos; somos tangidos por dores e doenças; nossa força física mal sustenta nosso próprio peso, somos tangidos por dores e doenças; nossas comunicações precisam ser articuladas pela fala,os ouvidos se ensurdecem, nossas faculdades extrassensoriais são limitadas. Então, a verdadeira vida é a que transcende essa condição de restrições e sucessivos reencarnes físicos até que nossos resgates se cumpram.
Difícil compreender isso, e se tememos o desenlace carnal e nos agarramos a esta vida pelo instinto da preservação, é para sentirmos como ela é preciosa para nosso processo evolucionário, e porque fizemos um projeto e assumimos um compromisso antes de aqui aportar. Disso nos esquecemos, para que em tudo se opere o mérito de nossos atos, mas nosso eu interior sabe e se revela pela intuição e pela consciência.
Nem fazemos ideia do quanto somos "velhos" e por quantas vivências temos passado, neste ponto do universo e em outras "moradas da casa do Pai". Se disso não nos lembramos (embora o espírito saiba), é por misericórdia divina para nos livrar de perturbações e mesmo da loucura pelas tantas coisas que cometemos e pelas quais passamos ao longo das existências.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina.
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