Opinião Atualizado em 12/11/2014, 00:01
ESPAÇO ABERTO
A indústria do turismo é fonte inesgotável de empregos, preservação do meio ambiente, quando praticado com responsabilidade e, rapidez no retorno do investimento. O Norte do Paraná possui grande potencial nessa área, esperando para ser explorada. Nesse cenário está o Rio Paranapanema e seus afluentes que formam a Represa Capivara, cuja área alagada ocupa 576 Km2 no entorno dos municípios de Sertanópolis, Primeiro de Maio, Bela Vista do Paraíso, Alvorada do Sul e Porecatu, e outros localizados no Estado de São Paulo, acenando para os investidores.
Pela sua localização geográfica e acessível por estradas pavimentadas, a Represa Capivara possui qualificação para o desenvolvimento de projetos turísticos à espera da iniciativa privada com vocação para o ramo de resorts, pousadas, restaurantes, passeios de barcos, pesca esportiva, esportes aquáticos etc.
Lamentavelmente, os investidores norte-paranaenses ainda não despertaram para o potencial que a Represa Capivara oferece. Na região existem várias comunidades com disponibilização de mão de obra, desde aquela utilizada na construção civil até cargos administrativos, uma vez que Londrina disponibiliza universidades que oferecem cursos de graduação e pós-graduação em hotelaria, marketing, contabilidade, administração de empresas, economia, etc., o que confere aos investidores a contratação de pessoal qualificado.
O turismo desperta nas populações, que habitam o entorno dos empreendimentos voltados ao turismo, a necessidade e o interesse em frequentar cursos e treinamentos visando a qualificação nas funções de recepcionistas, faxineiros, jardineiros, motoristas, auxiliares de cozinha, arrumadeiras e tantas outras atividades necessárias nesse ramo de atividade. Os recursos para os investimentos estão disponíveis e podem ser contratados com os bancos públicos que possuem linhas de financiamentos especiais, à espera de quem é do ramo. A hora de investir é agora. As grandes oportunidades não esperam pelo amanhã.
DANEU ROSSONI é contador e empresário em Londrina.
Na acirrada eleição presidencial, um dos anseios mais fortes da sociedade referiu-se ao ensino, e sua melhoria foi uma das promessas da presidente reeleita Dilma Rousseff. De fato, a União pode contribuir para o avanço da qualidade nas escolas públicas, embora a responsabilidade constitucional pela Educação Infantil, Ensino Fundamental e o Médio seja de prefeituras e estados.
O governo federal e as demais unidades federativas não têm dado ao setor atenção proporcional à sua importância. No último Ideb (indicador do Ministério da Educação sobre o desempenho dos alunos nas redes privada e pública), o Brasil ficou abaixo da meta para o ciclo final do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e no Médio.
O grande desafio é melhorar o Ensino Básico e evitar a evasão escolar, que é de aproximadamente 24%. O índice é ainda mais preocupante se comparado aos de nações vizinhas, como Chile (2,6%), Argentina (6,2%) e Uruguai (4,8%). Um a cada quatro alunos que inicia o Ensino Fundamental no Brasil abandona a escola antes da última série. É o que indica o mais recente relatório sobre o tema do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).
Uma das providências importantes é reduzir os impostos incidentes sobre materiais escolares. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), esses artigos são taxados em até 47%, como as canetas. Itens como apontador e a borracha têm alíquota de 43%; caderno universitário e lápis, 35%. A PEC 24/2014 estabelece o fim dos impostos sobre os materiais escolares. Sua aprovação seria solução imediata para a redução dessa elevadíssima carga tributária. A Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares havia encaminhado aos candidatos à Presidência da República e a cargos do Legislativo, reivindicação de apoio à PEC. Espera-se que a presidente Dilma e a nova Legislatura Federal atendam em 2015 à necessidade de reduzir o imposto sobre o material escolar.
RUBENS PASSOS é presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares
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