Dependência emocional
Débora Dias


De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, a dependência afetiva é considerada: incapacidade em realizar atividades sozinho, necessidade excessiva em ser cuidado, vulnerabilidade, medo da separação, submissão e sentimento de inferioridade. Essas condições podem variar, pois as pessoas podem ficar sob controle de diferentes estímulos ainda que em um mesmo contexto. Embora existam diferenças individuais entre as pessoas, todos precisam receber e oferecer amor e construir relações saudáveis. Contudo, surge um sério problema quando as relações se tornam "doentias". E uma doença quando não é curada, pode levar à morte.
A dependência emocional pode ser considerada como a "doença" da relação que, se não for tratada, pode permitir que "morra" o relacionamento, a individualidade do dependente ou até mesmo do outro com quem se relaciona. Algumas pessoas tornam a relação ou o outro um vício, como na dependência química. As relações de dependência podem se estabelecer entre pais e filhos, casais e amigos. Ainda que a relação de dependência entre pais e filhos se enquadre em questões também biológicas, que cumprem funções adaptativas e vitais da espécie, alguns pais se tornam tão protetores ao cuidar que tornam seus filhos dependentes. É possível amar e dedicar-se a um relacionamento afetivo. O que sinaliza se está saudável ou não é a frequência, a duração e a intensidade que ocorrem os comportamentos relacionados à dependência emocional e, principalmente, se acarretam prejuízos. Embora não exista uma fórmula mágica para resolver a dependência emocional, é possível aprender a manipular determinadas situações relacionadas a esse contexto. Nesse sentido, o tratamento consiste em desenvolver o autoconhecimento por meio da Psicoterapia que analisa as relações do indivíduo com o meio e possibilita a independência de maneira que possa ter condições de modificar a situação e contribuir para um relacionamento interpessoal mais positivo.

DÉBORA DIAS é psicóloga em Londrina




Guerra de ódio e uma paz difícil
Walmor Macarini


De um lado judeus declarando-se com direito, por decreto divino, às terras da Palestina que passaram a ocupar; de outro, os árabes palestinos enraizados naquela área e com iguais direitos. Estes, antes da criação do Estado de Israel, conviveram pacificamente com os judeus que ali se encontravam. Mas quando os sobreviventes do holocausto resolveram voltar, o conflito instalou-se. Então, o território foi dividido em dois países, mas os palestinos não aceitaram a partilha porque queriam o território inteiro.
Os judeus entrantes haviam esperado 3.700 anos para retornar à Terra Santa, depois de perambularem pelo mundo após a diáspora (a dispersão, findo o exílio babilônico). Então, implantaram modernos sistemas de exploração da terra, por via dos kibutz, e criaram riquezas. Os palestinos nunca desejaram organizar-se como país. Houve o primeiro confronto armado, os judeus - em maior número - foram vencedores e viriam a dominar mais de metade da parte territorial dos palestinos. Estes foram sendo acuados e pelo menos 500 mil tiveram que refugiar-se em países vizinhos. Uma onda de ódio estabeleceu-se.
Os países árabes vizinhos - Líbano, Iraque, Jordânia, Síria e Egito - uniram-se e atacaram Israel. A partir daí uma gerra sem fim instalou-se e persiste até os dias atuais. Nas últimas semanas as perdas maiores foram dos rebeldes. Os ataques israelenses atingiram também civis, aí incluídas mulheres e crianças. Os judeus denominam os combatentes contrários de terroristas, e estes consideram que os judeus são iguais. Vive-se ali um estado de guerra, e todas as táticas são utilizadas. Houve várias tentativas de paz, mas os palestinos nunca desejaram acordos que não fossem a retirada daqueles que eles consideram invasores. Desde 1948 esse ponto do mundo está convertido num cenário de ódio e sangue. A ocupação por parte de Israel, ao avançar no território destinado à parte palestina, é considerada inaceitável pela comunidade internacional. A paz ali é difícil, e estudiosos a consideram impossível.

WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

• Os ar­ti­gos de­vem con­ter da­dos au­tor e ter no má­xi­mo 3.800 carac­te­res e no mí­ni­mo 1.500 caracteres ols ar­ti­gos pu­bli­ca­dos não re­fle­te ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião do jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup