Difícil aceitar os sete a um contra a Alemanha! Por que toda uma nação se abateria tanto por um resultado de futebol? O que isso nos revela sobre essa grande nação chamada Brasil? Certamente, toda essa dor deve nos trazer alguma reflexão proveitosa, pois algo maior que um simples resultado de jogo está por traz dessa dor.
O Brasil hoje é um país onde os brasileiros se envergonham de muitas coisas. O governo todo corrompido, incompetente, distante e pouco tem feito para trazer um crescimento integral à nação; mentiras e desvio de recursos públicos desses líderes nacionais destruíram qualquer esperança de um país justo a todos os cidadãos. Em sua maioria, os governos estaduais e municipais também não se preocupam com o povo, mas somente em desviar dinheiro para o bolso dos políticos e empregar familiares.
O povo já não vê diferença entre os partidos políticos, pois todos estão podres e igualmente infectados. Todo o país está tomado pela corrupção, mentira e falta de justiça. A saúde e a educação do povo são uma vergonha diante das demais nações.
A música brasileira, antes celebrada como algo precioso que tínhamos em nosso país, invejada por outras nações, hoje se reduziu ao sertanejo universitário com cantores desafinados, músicos limitados e letras pobres. O funk, outro ritmo que está nos carros da juventude, é um convite à ignorância com suas letras ridículas e maliciosas. O problema não está no ritmo em si, mas na qualidade musical e no conteúdo presente em suas letras.
As igrejas, antes vistas como uma esperança de transformação e restauração da nação, se tornaram, a maioria delas, um comércio de almas para o enriquecimento. Líderes que fazem das igrejas empresas onde apenas o dinheiro e os números contam. Outras acabaram se tornando locais para se ouvir mentiras e tentar animar o povo com um pensamento positivista, mas sem nenhum desafio para mudar a realidade da nação ou das vidas ao nosso redor.
Não foi perder o jogo, mas o brasileiro, com os sete gols humilhantes, perdeu a única coisa que lhe dava alegria e esperança: o respeito da camisa canarinho. A única coisa que ainda lhe dava prazer de dizer que é brasileiro, que não se envergonha diante das outras nações. Agora nem o respeito no futebol o brasileiro pode dizer que tem. Por isso toda a dor! Não sobrou esperança alguma para se alegrar!
Onde entra o evangelho aí? Esse povo todo, sem esperança, precisa conhecer o Deus único revelado em Jesus Cristo. Precisa firmar a esperança no Senhor, no Filho de Deus. Essa nação precisa ter esperança mesmo que contrária àquilo que se pode esperar aos olhos humanos diante da realidade. Precisa encontrar Cristo e viver da esperança que vem do alto, nas promessas eternas de Deus. Somente aqueles que assumem um compromisso com o Salvador e descansam nele conseguem ter uma esperança real em meio a tantas notícias ruins e sofrimento. Precisamos, como igreja, levar essa esperança transformadora à nossa nação. A nossa esperança está no Ressurreto e não nas pessoas, instituições ou fatos. Façamos a nossa parte!

ALESSANDRO HENRIQUES é pastor da Oitava Igreja Presbiteriana de Londrina

■ Os ar­ti­gos de­vem con­ter da­dos do au­tor e ter no má­xi­mo 3.800 ca­rac­te­res e no mí­ni­mo 1.500 ca­rac­te­res. Os ar­ti­gos pu­bli­ca­dos não re­fle­tem ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião do jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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