1. Santo dos órfãos e solitários. Aos 9 anos perdeu a mãe, depois o irmão Edmundo e, logo em seguida, o pai. Fez a experiência da orfandade, da pobreza e da solidão. Maria o protegeu e conduziu desde pequeno. Bem jovem percebeu o amor de Deus como uma carícia de ternura tocando seu rosto. Deus sempre se coloca do lado dos órfãos.
2. Santo dos operários. Foi operário na fábrica Solvay. Seu trabalho era quebrar pedras. Costumava dizer: "Eu saí do meio operário". Nas horas de pausa rezava ajoelhado sobre as pedras. Era ridicularizado pelos colegas, mas seu chefe de trabalho disse: "Você será um grande 'operário de Deus'". Um colega seu morreu no trabalho atingido por uma pedra. Esta morte o tocou profundamente. Ele mesmo ao voltar da fábrica para casa foi atropelado por um caminhão. Na hora do acidente percebeu que uma mulher o protegeu. Mais tarde convenceu-se que esta mulher era Maria, a quem ele se consagrou. Não podemos esquecer sua encíclica sobre o trabalho humano.
3. Santo dos jovens. A jovialidade de João Paulo 2º cativou os jovens. Antes de ser padre, Carlos Wojtyla, já evangelizava os jovens através da arte, música, teatro, esportes, retiros. Seu sacerdócio e seu pontificado fascinaram a juventude e até hoje colhemos os frutos das jornadas mundiais. Nas exéquias de João Paulo 2º, os jovens invadiram Roma e gritavam: "Santo súbito" (seja logo proclamado santo).
4. Santo dos artistas e esportistas. O belo e a arte apontam para Deus. O teatro foi o meio pelo qual o jovem Carlos (Lolek) teceu críticas ao nazismo, ao ateísmo e aos horrores da guerra. Escalando montanhas, praticando esportes, caminhadas, natação, esquiagem, nosso santo, ensinou-nos amar a natureza, admirar a beleza, cultivar a castidade, zelar e cuidar do corpo.
5. Santo da família. Foi um teólogo do sacramento do matrimônio, intrépido defensor da família, inspirador da pastoral familiar. Corajosamente defendeu a vida desde a concepção instituiu o Encontro Mundial das Famílias, realizou o Sínodo da Família, beatificou casais.
6. Santo dos doentes. No dia seguinte após a solene celebração do início do seu pontificado, dirigiu-se a um hospital de Roma para visitar o Cardeal Deskur. Em suas viagens apostólicas acolhia os doentes e pedia suas orações e sacrifícios em favor dos povos que visitava. Ele mesmo fez a experiência de ser doente entre os doentes.
7. Santo dos pobres. Dedicou especial atenção à África, ao Sahel, criou instituições no Vaticano para socorrer vítimas de calamidades. Declarou que a promoção humana é parte integrante da evangelização. Chamou a Congregação de Madre Tereza de Calcutá para atender os habitantes de rua no Vaticano.
8. Santo dos encarcerados. Visita o cárcere romano, e foi visitar Ali Agca que tentou assassiná-lo: "Perdoo de coração ao irmão que me feriu". Abri as portas do coração a Cristo Jesus ensinava aos presos. Por ocasião do grande jubileu visitou prisões e campos de concentração. A todos ensinou o amor à Divina Misericórdia.
9. Santo dos missionários. Realizou 202 viagens apostólicas, visitou 120 nações, passou fora da Itália 956 dias. Foi um pontífice itinerante, missionário até às fronteiras do mundo.
10. Santo da Divina Misericórdia. Para ele, a misericórdia é a resposta de Deus ao pecado e à violência. Misericórdia é compreender e curar as misérias humanas e ter coração de mãe para com os pobres e os pecadores. A justiça e a misericórdia são os remédios para sanar todas as violências.

DOM ORLANDO BRANDES é arcebispo de Londrina

■ Os ar­ti­gos de­vem con­ter da­dos do au­tor e ter no má­xi­mo 3.800 ca­rac­te­res e no mí­ni­mo 1.500 ca­rac­te­res. Os ar­ti­gos pu­bli­ca­dos não re­fle­tem ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião do jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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