ESPAÇO ABERTO
Violência contra os idosos
Por Inacio Gomes da Silva
Os maus-tratos contra idosos vêm se tornando um problema cada vez mais difícil de resolver. Os idosos têm sido vítimas de diversos tipos de violência que vão desde insultos e espancamentos pelos próprios familiares e cuidadores até os maus- tratos em transportes públicos e instituições públicas e privadas. O Estatuto do Idoso prevê expressamente em seu artigo 4° que: "Nenhum idoso será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos". Determina ainda que é dever de todos prevenir a ameaça ou violação aos direitos do idoso. Portanto, é preciso que seja denunciado todo e qualquer tipo de violência. Deve se denunciar também quando houver apenas indícios, pois não devemos esperar que algo errado aconteça. A investigação cabe à autoridade policial e, o quanto antes denunciarmos, mais rápido pode ser a solução do problema.
Segundo pesquisa feita junto à Delegacia de Proteção ao Idoso, cerca 90% das ocorrências registradas tratam de abandono material e maus-tratos praticados por seus próprios familiares. Observa-se ainda que o idoso é maltratado pela própria família e por ser dependente dela acaba não denunciando seus agressores. A dependência pode ser apenas física ou emocional porque muitos lares brasileiros são sustentados exclusivamente por idosos aposentados. Ou seja, o idoso sustenta a família e ainda assim é vitimizado por ela. É de ressaltar que todo e qualquer idoso tem direito ao respeito e à dignidade, e a sociedade não pode mais se calar diante de desse tipo de violência. Não se pode mais tolerar esse comportamento. O idoso deve denunciar, deve procurar ajuda, pois tem direito ao respeito, à inviolabilidade de sua integridade física, psíquica e moral. Para que esse respeito realmente aconteça, é dever de todos zelar pela dignidade do idoso, colocando-o a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor. Se o idoso não denuncia, nós cidadãos podemos e devemos denunciar.
INACIO GOMES DA SILVA é advogado em Londrina.
Um dia dos namorados diferente
Por Sylvio do Amaral Schreiner
Se você procura um namorado ou uma namorada para te fazer feliz está no caminho errado. Um parceiro ou parceira podem complementar a felicidade, é claro, mas não deve ser a condição para se estar bem. É importante que se saiba que a única pessoa que pode realmente nos fazer felizes somos nós mesmos!
É claro que viver acompanhado é bem melhor. Afinal, ninguém é uma ilha e podemos nos enriquecer e aprender muito nos relacionando com os outros. O problema aparece quando se acredita que para ser feliz é preciso ter um namorado ou namorada. Mais importante do que ter alguém em um relacionamento é cada um gostar de si próprio e se fazer feliz. A felicidade só pode partir internamente e se trata de um trabalho interno e individual.
Vejo e ouço muitas pessoas dizendo que só poderão ser felizes caso tenham alguém em suas vidas. Como se enganam! Se enganam porque colocam a própria felicidade no mundo externo, nas mãos de outro e se esquecem de olhar para dentro de si próprias. A felicidade deve existir hoje e agora. É claro que há situações mais complicadas e que trazem muitas angústias, mas há uma diferença entre felicidade e alegria. Poder distinguir entre as duas é extremamente produtivo para se ter uma perspectiva mais realista da vida.
A alegria se trata de um momento e a felicidade de um estado. Podemos em um determinado momento, dependendo da situação, estar ou não alegres, mas a felicidade não se trata apenas de um momento passageiro, porém de um estado que perdura e que permite existir a esperança. Com o estado da felicidade acreditamos mais em nós e na nossa capacidade de mudar o que for preciso.
Se felicidade se trata de um estado então podemos ver a importância que há em criarmos esse estado interno. E nessa criação a nossa responsabilidade para conosco se faz primordial e é a condição para se estar feliz. Se faz necessário que cada um se empenhe na sua vida para criar sua própria felicidade. Para ser feliz deveria bastar a gente olhar para um espelho e gostar do que vê.
SYLVIO DO AMARAL SCHREINER é psicoterapeuta em Londrina.
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