A coragem que precisamos
Jose Antonio Puppio


No Brasil já estamos caminhando para trás há muitos anos. Enquanto países como Chile, Colômbia e Uruguai reformularam seu sistema educacional para poder obter um fluxo de pessoas com mais escolaridade, o Brasil continua com o ultrapassado sistema "S": Sesi, Senai, Sesc, pois todos os cursos do sistema "S" apresentam custos para os alunos, sendo assim uma educação de alto custo para a população.
O Brasil necessita de um sistema semelhante ao do Uruguai - onde a criança entra com 6 anos até os 15 anos em uma escola que tem um período diário de 10 horas. Durante estes nove anos a criança recebe alimentação, vacinações, uniformes completos, cursos técnicos como marceneiro, eletricista, mecânico, etc.
Assim ao sair com 15 anos tem uma profissão. Todos os professores são reciclados por conta do governo e serão remunerados com salários a níveis internacionais, assim como são remunerados nossos políticos que recebem 200% a mais que os políticos americanos.
O sistema educacional, já não apresenta mais a lógica como antes, de 40 anos atrás, tivemos um sistema que se baseava no sistema educacional americano. Hoje não se baseia em nenhum sistema.
Foi um "catado" que os políticos foram mexendo e resultou num total amontoado que não se chega a lugar algum.
Resumo da conclusão, o país está criando um bando de jovens que somente praticam baladas, "Big Brother", etc. E a violência se não é pela internet é na realidade.
O país não consegue formar cidadãos decentes, o país não tem professor, pois sua remuneração é cem vezes mais baixa que o ascensorista do Planalto. A conclusão final é que o governo precisa investir em educação.

JOSÉ ANTONIO PUPPIO é empresário em São Paulo e autor do livro "Impossível é o que não se tentou"




Crescendo com qualidade
Carlos Silva


Foz do Iguaçu registra expressivos investimentos para melhorias e construção de novos hotéis. O turismo totaliza R$ 557 milhões em investimentos no período de 2007 a 2014. Daqui a um ano, o município terá mais de 180 meios de hospedagem, com capacidade de atendimento para 30 mil leitos. Tudo isso sem falar dos 240 estabelecimentos gastronômicos de interesse turístico com capacidade para 30 mil pessoas/dia.
Mas para garantir o pleno funcionamento da base de nossa economia produtiva, precisamos redobrar a atenção em dois pilares estratégicos para o crescimento do segmento: gestão dos empreendimentos e qualificação dos trabalhadores. Isso porque empresários e colaboradores do setor precisam acompanhar a evolução do Destino Iguaçu, visando a garantir a excelência no atendimento aos visitantes. Hoje a hotelaria, a gastronomia e o lazer reúnem mais de 1,1 mil empresas em dez municípios da região. Ou seja, são milhares de empresários e gestores nas áreas de recursos humanos, financeiro, marketing e gestão. Além disso, as empresas geram 8,3 mil empregos diretos. Juntas, as atividades turísticas somam mais de 14 mil empregos diretos.
Estamos construindo o Centro de Capacitação para qualificar empresários e profissionais da hotelaria, gastronomia, motelaria, lazer e turismo. O complexo vem para somar ao lado de outras escolas de qualificação e profissionalizantes. O empreendimento visa, sobretudo, a ofertar cursos diferenciados, idealizados especificamente para atender às necessidades de quem está na linha de frente na administração dos negócios. Quando falamos em qualificação, falamos em conhecimento, no profissional que saiba o que fazer dentro da empresa, que possa, efetivamente, diferenciar-se naquilo que realizar, mostrando, além da qualificação, comprometimento, espírito de equipe e de liderança, capacidade de inovar e empreender. Esse é o profissional que estaremos preparando para disponibilizar no mercado de trabalho.

CARLOS SILVA é empresário dos setores de hotelaria, gastronomia e entretenimento e presidente do Sindhotéis em Foz do Iguaçu

■ Os ar­ti­gos de­vem con­ter da­dos do au­tor e ter no má­xi­mo 3.800 ca­rac­te­res e no mí­ni­mo 1.500 ca­rac­te­res. Os ar­ti­gos pu­bli­ca­dos não re­fle­tem ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião do jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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