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sexta-feira, 09 de maio de 2014
Luiz Flávio Gomes 
O Banco Mundial, adotando nova metodologia, divulgou em 30 de abril que o Brasil é a sétima economia do mundo. O estudo considerou o ano de 2011 assim como o critério de paridade de poder de compra (PPP, na sigla em inglês), que é a melhor maneira de comparar o tamanho de diferentes economias, por refletir com mais precisão o custo de vida.
As dez maiores potências econômicas são (na ordem): Estados Unidos, China, Índia, Japão, Alemanha, Rússia, Brasil, França, Reino Unido e Indonésia.
Novidades e expectativas no cenário econômico mundial: pela nova metodologia aplicada pelo Banco Mundial e em razão do seu acelerado crescimento,
a China deve passar os Estados Unidos ainda este ano e vai se tornar a maior economia do mundo (repita-se: já em 2014). Eentre 2005 e 2011, o PIB da China passou de 43,1% para 86,9% do PIB dos Estados Unidos. Já a Índia passou da 10ª economia para o terceiro lugar e desbancou o Japão, que foi para a quarta posição. De outro lado, a Itália deixou o grupo "top ten", tendo sido superada pela Indonésia.
Em 2005, o produto interno bruto (PIB) brasileiro equivalia a 12% do PIB norte-americano, segundo o relatório. Este número passou para 18% em 2011, considerando os novos critérios metodológicos. Com isso o Brasil assumiu a sétima posição na economia mundial.
País rico, mas extremamente sanguinário, porque não promoveu a igualdade material, social e cultural, nem educou o seu povo adequadamente.
Basta comparar os números do Brasil com os dos países "escandinavizados" (Noruega, Suécia, Islândia, Holanda, Coreia do Sul, etc.) para se perceber o quanto ficamos para trás, o quanto erramos.
Sem escolarização massiva de qualidade e sem aumento da renda per capita jamais seremos um país de primeiro mundo. Economia forte, assentada em pés de barro: povo analfabeto e inculto três quartos da população são analfabetos funcionais - instituições fracas, altíssima concentração de renda, renda per capita ridícula (US$ 11 mil por ano), etc.
A Revolução Francesa foi erigida sob a trilogia liberdade, igualdade e fraternidade. A burguesia ascendente, naquele momento (1789), assumiu também o poder político. Levou a sério a sua liberdade (antes sujeita às intempéries dos reis e do clero) assim como a igualdade formal (perante a lei). Nunca se preocupou adequadamente com a igualdade material, tampouco com a fraternidade. Esse é o grande mal até hoje do modelo econômico brasileiro. Ele explica por que somos a 7ª economia do mundo e, ao mesmo tempo, 15º país mais violento do planeta: temos 16 das 50 cidades mais sanguinárias do mundo com 53 mil assassinatos por ano.
LUIZ FLÁVIO GOMES é jurista e diretor-presidente do Instituto Avante Brasil em São Paulo
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