Quando participamos da inauguração da passarela diante do Parque Ney Braga, no dia 3 de abril, nossos pensamentos se voltaram para outra obra, fundamental para a história de Londrina: a ponte sobre o Rio Tibagi, construída nos anos 40. Sem a ponte, Londrina jamais existiria tal como a conhecemos hoje. Por sua vez, a ponte só pôde existir graças à atuação da sociedade organizada local.

Mas aquela ponte seria apenas a primeira. Desde o início de nossa história, a classe empresarial londrinense se empenhou em erguer inúmeras obras que hoje constituem o orgulho do povo pé-vermelho. São pontes de concreto e cimento; de tijolos e metal; de sementes e lavouras; de grãos e rebanhos; de água e luz; de tecnologia e comunicação; de ideias e sonhos; de conhecimento e pesquisa; de caráter e coragem.

Toda e qualquer realização do trabalho humano honesto é, na essência, uma ponte. Porque a ponte simboliza o elo entre as pessoas, o entendimento entre as sociedades, a aliança entre os povos. A ponte – assim como a passarela – encurta distâncias, protege os caminhantes, une as comunidades, vence o isolamento.

A passarela que Londrina inaugurou dias atrás representa a união entre aqueles que trabalham pela cidade. É um símbolo das entidades que lutam por uma Londrina melhor, mais justa, mais próspera: Sociedade Rural, Sinduscon, Sindimetal, Ceal, Fórum Desenvolve Londrina, Sebrae, Acil e tantas outras. Ao homenagear os planejadores e colonizadores britânicos, a passarela do Big Ben estabelece um marco em nossa terra. É o portal para um novo ciclo de desenvolvimento que se inicia.

Não por acaso, o projeto foi criticado por uma minoria ideológica que muito grita e pouco reflete. Curiosamente, é a mesma turma que está sempre lutando para eleger governantes que não administram. Mas não importa. Afinal, a democracia também lhes dá o direito de proferir seus slogans ideológicos.

Logo depois da inauguração da passarela, ali mesmo no Parque Ney Braga, foi dado um importante passo em outra obra importante para o futuro. Trata-se da Agência Londrina de Desenvolvimento. O governador Beto Richa e o prefeito Alexandre Kireeff assinaram um convênio para traçar um perfil socioeconômico atualizado de Londrina, revelando as nossas principais vocações no setor industrial. Com a criação da Agência – que está sendo desenhada em conjunto com os poderes públicos e o setor empresarial –, ampliaremos a nossa capacidade de atrair investimentos e produzir riquezas, sem as quais não existe desenvolvimento social nem qualidade de vida para a população.

Pontes fundamentais estão sendo erguidas. Um exemplo recente é a criação da Sociedade Garantidora de Crédito do Norte do Paraná, que tem por objetivo facilitar o acesso dos pequenos empresários a empréstimos com juros baixos. Outra ponte de imensa importância é o Programa de Metas da Administração Pública, adotado pela atual gestão da Prefeitura de Londrina. Com metas objetivas em todos os setores da administração, teremos um instrumento eficiente para avaliar o desempenho do setor público e evitar promessas mirabolantes e demagógicas em tempos de campanha eleitoral. Vale lembrar que a elaboração da Lei de Metas partiu do Núcleo de Desenvolvimento Empresarial de Londrina, que se reúne semanalmente na Acil.

Assim devem ser erguidas as pontes para o desenvolvimento. Elas devem nos conduzir aos setores produtivos da sociedade, aos que lutam diariamente pelo progresso e pela justiça. De nada adianta construir pontes que levam à Venezuela, Cuba ou Pasadena. É preciso encontrar o caminho para a democracia e o desenvolvimento – e esse caminho passa pelas pessoas e instituições do bem.

FLÁVIO MONTENEGRO BALAN é presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina

■ Os ar­ti­gos de­vem con­ter da­dos do au­tor e ter no má­xi­mo 3.800 ca­rac­te­res e no mí­ni­mo 1.500 ca­rac­te­res. Os ar­ti­gos pu­bli­ca­dos não re­fle­tem ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião do jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup