ESPAÇO ABERTO
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Christian Perillier Schneider 
A Sercomtel encerrou o ano de 2013 com importantes avanços. No dia 28 de fevereiro, quando assumimos a direção da operadora, a situação financeira era crítica, os recursos previstos eram insuficientes, de modo que a previsão era de caixa negativo na ordem de R$ 35 milhões para 31 de dezembro. Tal fato fez com que adotássemos uma política robusta de austeridade, contingência e redução de despesas.
Sabe-se que, em um mercado altamente competitivo, a ampliação de receitas no curto prazo em valores significativos à alteração do quadro de desequilíbrio financeiro é inexequível. Assim, a busca pelo equilíbrio estava inevitavelmente vinculada ao corte de gastos, que tinha na folha de pessoal o maior custo passível de ser reduzido. Neste ínterim, foram realizados Programas de Desligamento Voluntário (PDV) e demissões, medidas que nenhum administrador gostaria de adotar, mas extremamente necessárias à recuperação financeira da operadora.
Nesse passo, encerramos atividades deficitárias como o serviço de TV por Assinatura em Maringá e solicitamos em juízo a falência das coligadas de TV a cabo nas cidades de Osasco (SP) e São José (SC).
Entrementes as dificuldades, destacamos o saldo positivo na portabilidade numérica (clientes que migram de operadora, mas mantém o mesmo número). A Sercomtel teve no ano de 2013 o ingresso de aproximadamente 20 mil novos acessos na sua planta. Esta situação é resultado da qualidade dos serviços prestados aliada a uma política de preços competitivos.
A Sercomtel adotou ainda um novo planejamento tributário, o que possibilitará significativa economia fiscal. Assim, mais recursos ficam na operadora ao invés integrarem o caixa estatal. Afora as medidas de natureza econômica, no início da gestão implantamos o "Estatuto Disciplinar dos Empregados Públicos da Sercomtel" e novos regulamentos que garantirão maior controle, eficiência e transparência nos procedimentos da empresa.
Não obstante as medidas tomadas, o resultado contábil de 2013 será negativo, muito em função da realização dos prejuízos das operações de TV por assinatura. Porém, o prognóstico para 2014 é o equilíbrio mínimo do fluxo de caixa, com boas perspectivas de lucro contábil em 2015.
Os acionistas da Sercomtel (município de Londrina e Copel) aprovaram parcialmente o pedido de aporte realizado pela operadora, cujos recursos são indispensáveis para a consecução do plano de reestruturação da empresa.
O ano de 2014 não será fácil, mas a Sercomtel possui em seus quadros um time de excelência. Esperamos, ainda, a aprovação da outra metade do aporte, que será destinada à expansão de nossas operações, possibilitando, assim, novas receitas que contribuirão para a concretização da expectativa de lucro em 2015.
Além disso, o prefeito Alexandre Kireeff, em acertada decisão, nos incumbiu da devolução das ações preferenciais aos munícipes que, no passado, possuíam o direito de uso às linhas telefônicas. Este, certamente, foi um passo importante para a melhoria da governança da companhia.
A Câmara de Vereadores foi um importante ator no processo de saneamento da companhia, uma vez que analisou as matérias que tratavam sobre "Sercomtel" com isenção e tecnicidade. As questões não foram politizadas, e a Sercomtel foi tratada com o respeito que um importante ativo da cidade de Londrina merece.
O Executivo e o Legislativo criaram Grupos de Acompanhamento dos trabalhos na Sercomtel. Sem sombra de dúvidas, estes foram importantes para a empresa por realizarem uma análise criteriosa dos caminhos perseguidos por nossa gestão.
Apesar da expectativa inicial de R$ 35 milhões negativos no caixa, os esforços realizados nos permitiram encerrar o ano com todos os compromissos quitados e saldo positivo. Ante o cenário de tantas mudanças, convido você, que ainda não é cliente Sercomtel, a fazer parte da nova Sercomtel. Junte-se a nós e faça parte desta história.
CHRISTIAN PERILLIER SCHNEIDER é presidente da Sercomtel
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