Comemorar é repensar


Reconhecemos o problema da violência no trânsito e sabemos o quanto tem–se buscado solucioná-lo, mas os resultados não poderão ser sentidos de imediato. Apesar das inúmeras campanhas, percebe-se que ao invés de diminuírem os índices de mortalidade no trânsito simplesmente aumentam.
O homem é o maior responsável pelos sinistros de trânsito. Entre as várias causas dos acidentes de trânsito, a mais comum é a imprudência dos motoristas, incluindo o excesso de velocidade e o uso do álcool. Por isso, a solução desse problema tem que passar pela conscientização do condutor, um trabalho que é contínuo e de longo prazo.
Segundo o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, 40.610 pessoas foram vítimas fatais do trânsito no País em 2010, sendo que 25% em ocorrências com motocicletas. É hora de nos unirmos na luta para livrar o País dessa epidemia da saúde publica.
Em 2005, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu que, todo terceiro domingo do mês de novembro fosse destinado ao "Dia Mundial em Memória às Vítimas de Trânsito". Nesse dia são homenageadas não só as pessoas que morreram em decorrência das fatalidades do trânsito, mas também familiares, amigos e todos aqueles que sofrem a perda de entes queridos com tal tragédia. Este ano a data será lembrada neste domingo. O objetivo da data é disseminar nas pessoas, entidades, órgãos governamentais e outras organizações a mobilização sobre ações que possam diminuir as fatalidades no trânsito.
É muito importante que todos os brasileiros tornem essa data um dia de lembrança, reflexão e congraçamento também. Precisamos aprender com as perdas e transformarmos essa triste experiência em fonte de ensinamentos para evitarmos que outras mortes ocorram.
É um dia para enfatizarmos a importância da vida e contribuirmos para que o trânsito seja mais humano e que possamos chegar um dia ao acidente zero.

JULIETA ARSÊNIO É psicóloga especialista em comportamento de trânsito em Londrina.






13º: gastar, poupar ou investir?




Décimo terceiro salário na conta é sinônimo de ir às compras, certo? Errado, pois este pode ser o momento ideal de se iniciar uma poupança para investir em uma grande oportunidade, seja financeira ou profissional. Ainda mais se esta renda complementar vier acompanhada de férias e possíveis bonificações, como algumas empresas que pagam até uma 14ª parcela da remuneração.
O que você acha de reservar esse dinheiro para iniciar o planejamento para abrir um próprio negócio? No Brasil, cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) são representados por pequenas e médias empresas, que já ultrapassam a marca de 7,5 milhões de estabelecimentos formais no país e empregam cerca de 57 milhões de pessoas, o que corresponde a 60% dos empregos gerados. Não seria bom se sua ideia empreendedora fizesse parte desse cenário?
Outra sugestão é investir em sua carreira profissional. Com este valor, você pode dar entrada em um curso de pós-graduação ou de idiomas, como espanhol ou inglês. Um levantamento da Finep, agência responsável por financiar projetos acadêmicos, aponta que a quantidade de alunos cursando especializações universitárias subiu cerca de 22% em quatro anos, atingindo o número de 161.068 matriculados em 2010.
Entenda que economizar não significa ter privações radicais, mas sim uma etapa de aprendizado para que, em um futuro próximo, você possa apreciar um salário maior, conquistado por meio dos investimentos nos estudos ou em um próprio negócio.
Então, é hora de arregaçar as mangas e partir para o desafio. Coloque na ponta do lápis o que irá receber nos próximos meses, calcule todos os seus gastos e, com o dinheiro que sobrar, planeje como irá investi-lo. Com isso em mente, vislumbre que, daqui a alguns anos, você poderá aproveitar os resultados de toda esta dedicação e obter mais conquistas, com a ajuda da sua saúde financeira e sem passar por apertos.


DORA RAMOS é especialista em contabilidade em São Paulo.





■ Os ar­ti­gos de­vem con­ter da­dos do au­tor e ter no má­xi­mo 3.800 ca­rac­te­res e no mí­ni­mo 1.500 ca­rac­te­res.
Os ar­ti­gos pu­bli­ca­dos não re­fle­tem ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião do jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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