ESPAÇO ABERTO
Como mudar o padrão de atraso
Sabemos que todo mundo está correndo, só que no meio dessa correria acabamos nos tornando, além de corredores, "atrasadinhos" também. Atrasamos nossas reuniões, atrasamos para pegar os filhos na escola, atrasamos o relatório, atrasamos o happy hour, atrasamos o lazer, etc. Para se ter uma ideia de como pode ser negativo chegar depois do horário combinado em um compromisso, no Japão, por exemplo, é considerado um sinal de deselegância, desrespeito e falta de educação.
Atrasar é uma consequência natural da correria, de um estado mental que entramos e que se reflete em diversas áreas da nossa vida. O pior é que esse estado nem sempre é uma realidade, pode ser apenas uma percepção, uma matriz que entramos sem perceber e acabamos vivendo essa ilusão.
No entanto, é preciso tomar cuidado com o excesso de atrasos. Uma pesquisa feita pelo Career Builder, site de recrutamento americano, com cerca de 2.076 empregadores e profissionais de recursos humanos, apontou que para 69% dos entrevistados os atrasos frequentes podem impedir uma promoção de emprego.
Quer uma forma de começar a mudar esse padrão? Comece a ser mais pontual. É um pequeno começo, mas que vai ajudar a fazer uma grande revolução. Se você marcar a reunião às 9 horas, programe-se para chegar às 8h45, talvez até antes. Se você tem um evento externo às 15h, planeje para chegar as 14h30 e assim por diante. Antecipe. Crie esse padrão mental e de atitude.
Esse "tempo extra" é o que evita problemas de caminhos errados, trânsito e também é o tempo que se tiver realmente "extra" pode ser usado para dar um tempo, para simplesmente sentar na cadeira e esperar. Uns minutos para você ler uma revista, um livro ou simplesmente pensar na vida. Desacelerar aos poucos para a vida começar a andar em vez de simplesmente correr. Não é um conceito simples, mas é um conceito importante. Pense a respeito. Vá devagar!
CHRISTIAN BARBOSA é especialista em administração de tempo e produtividade em São Paulo
O simbolismo das pombas brancas
Há muito tempo a pomba branca vem sendo usada em comemorações de datas cívicas, em aberturas ou encerramentos de Jogos Olímpicos, copas do Mundo, casamentos, formaturas e outras tantas manifestações religiosas, desportivas ou patrióticas. A ave ganhou o status de símbolo da paz em todo o mundo.
Para os católicos, essa denominação surgiu quando a pomba trouxe para Noé o ramo de oliveira depois do dilúvio, simbolizando a paz entre Deus e os homens. Na interpretação bíblica, a pomba branca é um dos símbolos do Espírito Santo. Na antiguidade, gregos e romanos trocavam pombos como presente de casamento.
Para alguns, soltar pombos brancos em um funeral simboliza a jornada do espírito do indivíduo falecido para um mundo de paz. O número de pássaros soltos também carrega um sentido simbólico. Um único pássaro significa o espírito do ente querido, enquanto que quatro pombos significam a Santa Trindade guiando a alma para o céu. De dez a 20 pombos representam anjos viajando com o espírito, guiando a pessoa até o destino final.
Estudo mostra que a importância da revoada de pombas brancas no final de um funeral, sepultamento ou cerimônia de cremação vai além da simbologia: a revoada ajuda no bem-estar físico e emocional da família. A explicação está no fato que os olhos têm tecidos semelhantes aos do cérebro e estão diretamente ligados por vasos sanguíneos, nervos e músculos. Com o emocional afetado, o corpo tenciona. O simples movimento de olhar para cima por aproximadamente um minuto estimula o sistema nervoso, reduzindo a pressão arterial, o que proporciona o relaxamento e, consequentemente, diminui o ritmo da respiração. A movimentação do pescoço para acompanhar a revoada também auxilia no alívio da tensão.
Existe muita beleza e significado nessas aves, ainda mais no dia em que lembramos dos entes queridos já falecidos. Utilizar pombas brancas é uma homenagem bonita aos olhos e à memória daqueles que já não estão mais conosco.
MYLENA COOPER é empresária com atuação em Curitiba e Balneário Camboriú (SC)
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